Monday, October 8, 2012

Foxx deve fechar compra da Haztec até novembro


A Foxx Inova Ambiental afirmou ontem que a compra da Haztec segue em curso e deve ser concluída até meados de novembro, um mês após o previsto. Circularam no mercado recentemente informações indicando que a negociação entre os donos da Foxx e um fundo de investimentos estrangeiro que entrará em seu capital estaria azedando, o que poderia inviabilizar a aquisição da Haztec. Mas a empresa, que não revela o nome do futuro sócio, nega qualquer problema.
“A fase de diligência para a aquisição da Haztec pela Foxx será concluída até 15 de outubro. O processo tem ocorrido de forma satisfatória para a Foxx, apesar da extensão do prazo por mais 30 dias na conclusão desta etapa. A partir daí, conforme firmado no contrato de compra e venda, o fechamento do negócio deve ocorrer até 15 de novembro”, afirmou a Foxx, em nota.
Em entrevista ao Valor no início de julho, um dos donos da companhia, Milton Pilão Júnior, afirmou que o fundo de investimento com o qual a empresa negocia deverá ter participação de no máximo 30% no capital e disse que o aporte será feito na Inova Tec, detentora da Foxx.
A empresa tem planos ousados de expansão no setor de saneamento, especificamente na área de geração de energia via tratamento térmico de resíduos, na qual projeta investimento de R$ 3,2 bilhões em cinco anos.
A Haztec, por sua vez, tem forte atuação no Rio de Janeiro e passa por sérias dificuldades financeiras. Uma fatia de 45,5% da companhia está nas mãos do fundo InfraBrasil e 22,4% pertencem ao FIP Caixa Ambiental, ambos administrados pela Mantiq Investimentos, do Santander. Outros 25,2% são detidos pela Synthesis (do fundador Paulo Tupinambá) e o restante (6,9%), pelo fundo Bradesco FIP Multisetorial.
Embora a Foxx diga que a operação de aquisição da empresa esteja em fase final, a Haztec segue com pendências jurídicas. A companhia fluminense é acusada de não ter pago o valor integral acertado para comprar a Geoplan, em outubro de 2007.
A Geoplan do Brasil, controlada pelo fundo americano de private equity Nexus Partners, entrou com uma ação em 2009 por quebra de contrato, exigindo a devolução dos ativos. A Geoplan entrou ainda na Justiça pedindo arresto de bens e a Haztec teve negada a liminar para impedir a atuação de um perito dentro da companhia.


Aterro registra deslizamento de 100 mil t de lixo em SP


Na madrugada deste sábado, um deslizamento no Aterro Anaconda Ambiental Empresarial Ltda., em Santa Isabel (SP), atingiu cerca de 100 mil t de resíduos sólidos. Segundo informações divulgadas neste domingo pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, o deslizamento ocorreu na área mais antiga do aterro, onde a pilha de lixo alcança cerca de 50 m de altura em cerca de 8 mil m².
Técnicos estão monitorando a área e já foi recomendada a paralisação das atividades do aterro até a que estudos mostrem qual é a estabilidade do terreno, de acordo com a pilha dos resíduos. A Cetesb diz ter sido acionada pela comunidade local, que encaminhou reclamações sobre o cheiro que o lixo exposto causa.
"A preocupação é de que possa ocorrer novos deslizamentos, que possam atingir o Rio Parateí, afluente do Rio Paraíba do Sul, onde há sistema de captação de água para abastecimento público", diz o comunicado dos órgãos.
O aterro fica na Estrada Velha Santa Isabel-Mogi das Cruzes, no Bairro Cachoeira, e tem área total de 300 mil m². O Anaconda recebe aproximadamente 500 t por dia de lixo dos municípios de Mogi das Cruzes, Arujá, Santa Isabel, Biritiba-Mirim, Salesópolis e Caraguatatuba, todos em São Paulo.
De acordo com a Cetesb, o aterro - cuja vida útil prevista é de mais 18 meses - opera desde dezembro de 2001. Em 2011 e 2012, o aterro recebeu cinco advertências por apresentar "problemas nos sistemas de queima de gases, drenagem de águas pluviais e de chorume e operação inadequada na disposição de resíduos", dizem os órgãos. O aterro já foi multado em cerca de R$ 30 mil.


Monday, October 1, 2012

Energia eólica pode ser usada em larga escala, aponta estudo


Cientistas publicaram na Nature Climate Change um novo relatório que reforça a possibilidade de pleno uso de energias renováveis, mas especificamente da eólica. De acordo com o documento, os ventos em áreas planas têm potencial de produzir 400 terawatts de energia, e até 1800 terawatts em áreas de altitude elevada com muito vento. A estimativa é bem distante dos índices atuais, que giram em torno dos 18 terawatts.
O relatório então sugere que as usinas utilizam um percentual pequeno de suas capacidades. O autor do relatório, Ken Caldeira, fala abertamente sobre o principal motivador de baixos investimentos no setor no Science Daily: “Analisando esses dados, é evidente que são fatores econômicos, tecnológicos e políticos que ditam o aumento do uso de energia eólica no mundo, muito mais que limitações geofísicas”.
A energia eólica é obtida quando se converte a energia mecânica do giro das hélices em energia elétrica. A grande vantagem dessa fonte é o fato de não ser necessário utilizar combustível fóssil, além de não precisar alagar e desapropriar grandes porções de terra, como é o caso das hidrelétricas. A energia eólica é uma opção limpa e comprovadamente eficaz.


Google compra energia eólica para data center em Oklahoma

Na véspera de completar 14 anos de existência, a gigante de buscas Google negociou a compra de 48 megawatts (MW) em energia eólica para seu data center em Oklahoma.
Segundo a gigante da internet, com os níveis atuais de energia renovável somado à nova compra, a companhia possui mais de 260 MW, sendo que apenas um Megawatt tem a capacidade de energizar cerca de mil moradias. O contrato foi firmado na última quarta-feira (26).
A empresa de buscas está trabalhando em parceria com uma corporação elétrica local, desde a inauguração do data Center em 2011, a fim de obter energia renovável adicional.
O Google busca comprar a energia do projeto da Canadian Hills, que tem capacidade geradora de 298 MW. A usina eólica deste projeto é 99% controlado pela Atlantic Power, companhia de energia elétrica.
Neste ano, o Google já anunciou o interesse em investir em soluções verdes e sistemas de economia de energia em um centro de dados da empresa que será construído em Taiwan. A mudança deverá representar uma economia de 50% nos gastos energéticos, se comparado às instalações tradicionais de centrais de armazenamento de dados. Com informações do Estadão.

Geradora paranaense vende 230 mil RCEs a € 1,7 cada

A Elejor - Centrais Elétricas do Rio Jordão, geradora paranaense de energia hidrelétrica, realizou um leilão em 20 de setembro para a venda de 229.464 créditos de carbono. Este foi o terceiro leilão organizado pela empresa para a venda dos créditos, desta vez sem um preço mínimo. 

A vencedora do leilão foi o grupo internacional Mercuria Energy Trading S.A, que atua nos mercados mundiais de energia, pagando € 1,7 ( R$ 4,4) por tonelada de dióxido de carbono equivalente na forma de Reduções Certificadas de Emissões (RCEs).

As RCEs, aprovadas sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo com a 'Metodologia consolidada para geração de eletricidade conectada à rede por fontes renováveis', são provenientes do Complexo Energético Fundão Santa Clara, incluindo duas usinas com potência de 120 MW cada e duas Pequenas Centrais Hidroelétricas que somam 6,1 MW. Os créditos são referentes ao período de maio de 2008 a abril de 2009.
 
"Uma vez que os mercados estão muito instáveis e os preços muitos baixos, preferimos deixar os preços em aberto. Quem oferecer o maior preço leva", disse o diretor financeiro, Christian Crivellaro, à Reuters em agosto ao lançar o leilão.

http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias/noticia=731942

Mais créditos entrarão no mercado de carbono já saturado


A European Energy Exchange (EEX), em nome da Alemanha, e a ICE Futures Europe (ICE), da parte da Inglaterra, anunciaram na sexta-feira (28)seus calendários para o leilão de permissões de emissão da União Europeia (EUAs). 
Os dois países optaram por não fazer parte da plataforma centralizada do esquema de comércio de emissões do bloco (EU ETS, em inglês) e realizarão seus leilões de forma independente porém coordenada com o sistema, que envolve outros 24 membros da UE.
A EEX leiloará um total de 23,5 milhões de EUAs, divididas em sessões semanais nas sextas-feiras pela manhã, a partir de 12 de outubro. A bolsa também realizará duas sessões específicas para o setor de aviação. Como representante da plataforma comum, a EEX leiloará também EUAs dos outros países membros do bloco nas terças e quintas a partir do final de outubro.
A ICE pretende conduzir dois leilões em 21 de novembro e cinco de dezembro, além de outros dois para o setor de aviação (26 de novembro e 10 de dezembro). Os volumes não foram revelados, mas o governo britânico pode leiloar até 12 milhões de EUAs da terceira fase até o final do ano.
Os países membros da UE decidiram em 2011 que 120 milhões de EUAs referentes à terceira fase do EU ETS seriam leiloadas até o final de 2012 para que as companhias de energia cobertas pelo esquema pudessem se preparar para a fase que abrange o período 2013-2020, já que a venda de energia é realizada antecipadamente.
A partir de 2013, a cota de permissões de emissão distribuída gratuitamente às empresas do setor de energia cairá consideravelmente, com grande parte tendo que ser adquirida nos leilões.
As estimativas do excesso de EUAs no mercado europeu de carbono superam a marca de um bilhão.



Wednesday, September 26, 2012

Comissão Europeia deseja ação rápida para elevar preço do carbono

Apesar de negar querer exercer o papel de gerenciador de preços e preferir deixar as regras livres de mercado decidirem o preço dos créditos de carbono, o diretor geral do Departamento de Ação Climática da Comissão Europeia afirmou nesta quarta-feira (26) que algo precisa ser feito em curto prazo para elevar o preço das permissões de emissão da União Europeia (EUAs).

“Nós queremos assumir a gestão do preço do carbono? Não. Mas estamos vendo as EUAs sendo negociadas abaixo de €10/t, o que freia osinvestimentos em tecnologias limpas”, declarou Jos Debelke.

Nesta terça-feira (25) as EUAs chegaram a ser negociadas a €7,46/t no Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS). Quanto mais barato o carbono, mais empresas preferem comprar créditos do que investir em melhorias para reduzir as emissões.

“O mercado está funcionando bem de um ponto de vista técnico. Entretanto, estamos assistindo a um desequilíbrio crescente entre oferta e demanda. Por isso queremos uma política de curto prazo para lidar com o problema”, disse Delbeke. 

O excesso de créditos no mercado é resultado de regras fracas para a geração e distribuição de créditos e da recessão europeia, que derrubou a produção industrial e, por consequência, as emissões.

Diante disso, a Comissão Europeia estuda adiar o leilão de um volume de créditos que varia entre 400 milhões a 1,2 bilhãos para diminuir a oferta. 

“Vamos apresentar uma proposta concreta em breve, para que seja votada ainda neste ano pelo Comitê Europeu de Mudanças Climáticas”, declarou Debelke.

O diretor geral também afirma estar preocupado com os impactos das novas regras do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) no EU ETS. 

“Recentemente aprovaram a decisão de que novas termoelétricas poderão gerar créditos se adotarem tecnologias de carvão limpo. Isto pode inundar com créditos ainda mais os mercados de carbono do planeta. Precisamos estar prontos para lidar com este problema também”, concluiu Delbeke.

http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias/noticia=731914

Tuesday, September 25, 2012

Alstom intends to acquire Tidal Generation Ltd from Rolls-Royce


25/09/2012
Alstom has signed an agreement with Rolls-Royce to acquire Tidal Generation Limited (TGL), a wholly owned subsidiary of Rolls-Royce Plc, specialised in the design and manufacture of tidal stream turbines. Alstom’s acquisition of TGL is expected to be completed within the next few months, subject to closing conditions.
TGL is at the forefront in the design, development and manufacture of tidal stream turbines which capture and convert the energy of tidal streams to generate electrical power. TGL’s first 500kWe unit was successfully installed at the European Marine Energy Centre (EMEC) at Orkney in Scotland. It generated and fed into the grid over 250MWh of electricity – enough power to supply the equivalent of 300 homes - averaging 12 hours of operation each day.
This acquisition reinforces Alstom’s position in renewable power as the company with the broadest and most complete range of products and systems, from hydro to wind, geothermal, biomass and solar. It will complement Alstom’s on-going research and development activities on ocean energies that are based in Nantes, France. It gives Alstom the opportunity to build a complete portfolio of tidal products and technologies which is necessary to cover the wide range of site conditions and to meet all customer needs.
TGL, which is based in Bristol, UK and employs 29 people, will benefit from Alstom’s experience in the energy industry, its global presence in 100 countries and its integrated offer including power generation and transmission.
TGL was the first EMEC located project to receive UK Renewable Obligations Certificate.  As part of the Energy Technologies Institute commissioned and co-funded ReDAPT (Reliable Data Acquisition Platform for Tidal) consortium project, TGL’s 1MW tidal turbine will be installed in EMEC’s water by the end of 2012 and will be tested in various operational conditions off Orkney over a two-year period. Detailed environmental and tidal stream information will be measured to help the marine renewable industry understand the challenges that must be addressed for tidal technology to be developed on a commercial scale.
“With this acquisition, Alstom strengthens its position in a promising market and complements an already large offer of cutting-edge renewable energy technologies” said Jérôme Pécresse, President of Alstom Renewable Power. “This new step sets Alstom as a leader in ocean energies, with its Haliade™ 150 offshore wind turbine and its stake in AWS Ocean Energy Ltd, Scotland’s pioneering company in the wave energy, with whom we will provide wave devices for the world's largest wave farm off the coast of Orkney in Scotland. We now intend to be rapidly in a position to participate to pilot farms projects and develop a tidal turbine commercial offer” added Jérôme Pécresse.

Monday, September 24, 2012

Estre compra 11% da americana Star Atlantic Waste Holdings


Avaliada em 100 milhões de dólares, transação dará margem para "cooperação estratégica" entre as companhias


São Paulo - O grupo de saneamento Estre desembolsou 100 milhões de dólares por uma fatia de 11% da Star Atlantic Waste Holdings, holding americana de gestão de resíduos sólidos.

Em comunicado, a Estre afirmou que a operação permitirá uma cooperação estratégica entre as duas companhias, com transferência de tecnologia e depráticas de gestão.
Na carteira da Star Atlantic, estão as empresas Advanced Disposal Services (ADS), Interstate Waste Services (IWS) e Veolia Environmental Services North America Corp. Juntas, elas entregam uma receita anual de aproximadamente 1,4 bilhão de dólares.
Com atuação nas regiões central, nordeste e sudeste dos Estados Unidos, a Star Atlantic desenvolve serviços de coleta, transporte, tratamento, reciclagem e destinação de resíduos. A holding conta com 47 aterros, 26 plantas de reciclagem e uma frota de 3.000 caminhões.
A aquisição não é a primeira investida internacional da Estre. Em 2003, a companhia brasileira venceu a licitação para implantar o Complexo Ambiental Ensenada em Buenos Aires, na Argentina. A Estre também é responsável pela operação do Centro de Gerenciamento de Resíduos Doña Juana, na Colômbia.
Fundada em 1999, a empresa atua em toda a cadeia do lixo, recebendo anualmente mais de 14 milhões de toneladas de lixo por ano. Em 2011, a Estre registrou um faturamento de 1,2 bilhão de reais. 

Friday, September 21, 2012

País tem 4.000 lixões e só recicla 2% do potencial

Rio de Janeiro. O Brasil ainda tem 4.000 lixões e apenas 30% a 40% do lixo total coletado no país são dispostos em aterros sanitários adequados. Além disso, a reciclagem é muito baixa, segundo o secretário da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), Antonio Simões Garcia. Ele informou que os serviços de aproveitamento de material descartado não transformam no país sequer 2% do volume que pode ser reciclado.

À Agência Brasil, Garcia disse que estão "muito próximos da realidade" os números divulgados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo os quais apenas 40% do lixo separado dentro de casa pelos brasileiros é coletado seletivamente ao chegar na rua.

Alex Cardoso, da coordenação nacional do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), acrescentou que, do total de lixões ainda existentes no Brasil, 1.700 estão no Nordeste. "Chega a haver cidade com dois lixões", informou. O MNCR avalia que há grande mobilização da sociedade em torno da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que exige a coleta seletiva para municípios com mais de 30 mil habitantes.

Na avaliação de Cardoso, no entanto, esse processo ainda é "tímido" no Brasil, "porque a política já tem dois anos e cerca de 40% dos municípios brasileiros ainda têm lixões e não dispõem de sistema de coleta seletiva". O integrante do MNCR lembra que, até 2014, os lixões terão que ser desativados.

http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=211890,OTE