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A ABLP altera
programação e promove quinzenalmente o Fórum de Discussões sobre Resíduos
Sólidos, espaço para discussão e fomento de idéias entre os profissionais que
atuam na área de resíduos.
Nas terças-feiras nas respectivas datas, horário 19:30h às 21:30h, no auditório da ABLP será ministrada uma palestra por profissional de destaque com um tema relevante na gestão dos resíduos sólidos urbanos. PROGRAMAÇÃO GERAL DIA 14 DE MAIO - "Soluções para Triagem de resíduos sólidos, maximizando a eficiência de recuperação de recicláveis” - Carina Arita – Gerente Comercial – TITECH Brasil Soluções em Segregação Ltda. DIA 28 DE MAIO - Cobertura Flutuante para lagoas de Chorume - Descrição da Tecnologia, Aplicações,Patente, Exemplo de Projeto e Obras, Custos. Eng° Guilhermo Reichler – Geossintéticos Engenharia e Obras. Horário: 19:30h Local: Auditório da ABLP Endereço: Av. Paulista 807 – 19° andar – conj 1909 Inscrição Gratuita Confirmar por email: assistencia@ablp.org.br cópia secretaria@ablp.org.br ou telefone: (11) 3266-2484 ABLP. Inscrição no site www.ablp.org.br |
Tuesday, May 14, 2013
Fórum de Discussões sobre Resíduos Sólidos
Tuesday, April 23, 2013
Solar fotovoltaico: crise ou evolução natural?
Por Clarice Ferraz*- A indústria solar fotovoltaica chinesa voltou a ganhar destaque nas últimas semanas. Entretanto, ao contrário das notícias de expansão e conquistas de mercados externos (com acusações de práticas de dumping relacionadas à falência de empresas alemãs e americanas) a que estávamos acostumados até 2011, dessa vez, é a falência da chinesa Suntech Power, líder mundial de fabricação de painéis fotovoltaicos, que está em foco. O fato chama atenção para toda a indústria que está passando por profunda crise.
Em realidade ela já dava sinais de que não estava indo muito bem. No ano passado, Siemens havia anunciado o adiamento de seus planos em investir em uma nova planta de produção de painéis de filmes finos e, esse ano, Bosch se retirou do mercado. Mais recentemente foi Meyer Burger, o fabricante suíço de máquinas de cortar silício (principal tecnologia empregada hoje para a fabricação dos painéis), que revelou grandes perdas (redução de 50% de suas vendas em 2012[1]).
O solar fotovoltaico era visto como uma das soluções para aumentar a oferta de eletricidade, respeitando as restrições de emissões poluentes e demais problemas associados à geração de eletricidade de origem fóssil. O forte declínio desses grandes atores levanta uma série de questionamentos sobre o futuro da indústria e até mesmo sobre a inserção da tecnologia nos setores elétricos.
Alguns especialistas acreditam que esse seja um movimento natural de consolidação da indústria, como veremos com mais detalhe a seguir, e outros, como o The Economist[2], são mais pessimistas e alegam que o problema é mais grave do que parece porque os debt-to-equity ratios das empresas da indústria solar fotovoltaica chinesa, líder mundial do setor, é de aproximadamente 80% contra a média de 50% encontrada a nível global. A revista britânica afirma ainda que a quase totalidade das empresas chinesas está tendo prejuízo.
No entanto, nos parece que o argumento escolhido, assim como as empresas que estão falindo, é obsoleto. Apesar do predomínio chinês, o mercado fotovoltaico é global. Se a indústria passa por forte crise, isso não significa necessariamente que a tecnologia tenha perdido relevância ou que não haja mercado para absorvê-la. Umas das próprias fontes citadas na matéria revela que umas das causas dos problemas financeiros dos grandes atores do setor se encontra no rápido avanço da tecnologia que faz com que as plantas se tornem obsoletas muito rapidamente.
O modelo de desenvolvimento que possibilitou o rápido crescimento do setor se baseou fortemente nas subvenções oferecidas por diversos países europeus. Porém, esse modelo se mostrou insustentável na ausência das subvenções estatais. Até 2008, os produtores apostaram que os governos continuariam subvencionando fortemente as atividades do setor e produziram além da demanda do mercado.
Em 2012, a capacidade mundial de produção de painéis solares atingiu 60 GW enquanto a demanda era estimada em 33 GW, de acordo com Matthias Fawer, analista em desenvolvimento sustentável no banco Sarasin. Essa situação forçou os produtores a venderem por preços inferiores aos seus custos de produção (Le Temps, 28 março de 2013). Assim, os baixos preços dos painéis não foram alcançados graças à adoção de uma dinâmica positiva de ganhos de eficiência. Eles foram, em grande parte, fruto de subvenções e práticas agressivas de dumping de empresas que esperavam ganhar mercados e criar grandes barreiras para os novos entrantes.
Todavia, como é sabido, o diagnóstico otimista dos produtores não se confirmou. A crise econômica mundial mudou drasticamente o cenário, como ilustra o caso espanhol que veremos a seguir. François Gabella, diretor de LEM[3], também afetada pelo problema ao ser questionado pelo periódico suíço Le Temps (3.04.2013)[4] apresentou esse mesmo diagnóstico. Ele considera que o mercado está agora altamente saturado e que se criou uma bolha industrial. Enquanto o nível da demanda não se recupera, para ele é normal que haja destruição de capacidade de produção. O saneamento do mercado ainda levará algum tempo, e provavelmente contará com o desaparecimento de alguns atores , mas é salutar e faz parte da consolidação da indústria. Apresenta portanto um diagnóstico otimista, contrário ao apresentado pelo The Economist.
Para ajudar nossa compreensão sobre o estágio em que se encontra a indústria fotovoltaica atualmente, nos apoiamos em uma reflexão apresentada por Eduardo Lorenzo Pigueiras, em seminário ministrado na Universidade de Genebra no dia 1° de novembro de 2012. Para o pesquisador do Instituto de Energia Solar da Universidade Politecnica de Madrid, a indústria fotovoltaica se encontra efetivamente em transição, mas essas podem assumir trajetórias distintas. Podem ser lentas ou rápidas. As primeiras evoluem em um contexto onde o feedback mantém o sistema sob controle, as projeções temporais conseguem enxergar para onde ela evolui e não há sobressaltos. Já no caso das transições rápidas, é basicamente o inverso que acontece, como ilustram seus gráficos que apresentamos a seguir.
Wednesday, February 27, 2013
Brasil tem potencial para produzir energia elétrica a partir do lixo
O tratamento do lixo no país inteiro tem potencial para a geração de energia suficiente para abastecer, por um ano, o estado de Rondônia.
O lixo pode ter um destino mais nobre do que poluir a paisagem e o meio ambiente. Para isso, ele precisa ser descartado de maneira adequada em aterros sanitários. É possível transformar os resíduos em eletricidade ou gás purificado.
O estudo da Abrelpe, a Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, destaca que o tratamento do lixo no país inteiro tem potencial para a geração de mais de 280 megawatts de energia, o suficiente para abastecer, por um ano, uma população de cerca de 1,5 milhão de pessoas, como a do estado de Rondônia.
“Se nós aplicarmos a Política Nacional de Resíduos Sólidos, realmente encaminharmos esses resíduos para aterros sanitários bem operados e aproveitarmos o biogás desses aterros sanitários, em 2039 teremos 500 megawatts de potência gerado a partir do biogás do lixo”, afirma Carlos Silva Filho, diretor-executivo da Abrelpe.
No Aterro Sanitário de Gramacho, no Rio de Janeiro, há um projeto para transformar em energia o gás metano produzido pelo lixo e que continua enterrado. O metano é um gás muito nocivo ao meio ambiente, que ajuda a piorar o efeito estufa, levando ao aquecimento global.
A empresa que administra o Aterro de Gramacho está instalando cerca de 300 poços que vão aspirar o gás metano, conduzí-lo por dutos até a usina do aterro, onde será purificado e transferido para a Reduc, uma refinaria da Petrobras. Nela, o novo gás vai ser usado como combustível ou para queimar caldeiras.
“Estamos aqui sobre 60 milhões de toneladas de lixo, produzido pelos habitantes da cidade do Rio de Janeiro desde 1978. Ele corresponde ao gás consumido por 300 mil residências ao longo de 15 anos”, ressalta José Henrique Penido, diretor industrial da Comlurb.
Estre Ambiental adquire o controle da Geo Vision
A Estre Ambiental, do empresário Wilson Quintella Filho, adquiriu o controle da empresa de saneamento Geo Vision. A companhia presta serviços de limpeza urbana, varrição, coleta e tratamento de resíduos domésticos, comerciais, hospitalares, industriais e da construção civil no Estado de São Paulo. A principal empresa da Geo Vision é a Leão Ambiental, que atua desde 1997 em Ribeirão Preto e na região.
Sem revelar o valor do negócio, anunciada na sexta-feira, o diretor de desenvolvimento da Estre, Alexandre Alvim, afirmou ao Valor que a empresa tem um porte semelhante ao da Viva Ambiental – adquirida pela Estre em abril de 2012 -, com faturamento em torno de R$ 200 milhões ao ano. A maior parte do montante da companhia recém-adquirida refere-se à Leão Ambiental.
“Nossa estratégia é de crescimento. Temos ambição de ser uma das cinco maiores companhias do mundo em soluções ambientais e, nesse contexto, temos aproveitado todas as oportunidades”, disse Alvim.
Apenas na parte de coleta e destinação de resíduos, a empresa familiar Geo Vision atende cerca de 30 cidades na região de Ribeirão Preto. A companhia opera quatro aterros sanitários, três plantas de tratamento de resíduos de serviços de saúde e é formada por três divisões.
A Geo Multiresíduos trabalha com a locação de contêineres e de caixas para coleta de resíduos em empresas e condomínios; o Núcleo de Gerenciamento Ambiental (NGA) faz gerenciamento de coleta, transporta e trata resíduos de saúde; e a Luma (Limpeza Urbana e Meio Ambiente), com foco no setor de limpeza urbana, coleta e tratamento de resíduos domiciliares.
A empresa possui cerca de 2 mil funcionários e uma frota de 165 caminhões. Com a aquisição, a Estre passa a operar com 20 mil funcionários, 23 aterros sanitários, a receber mais de 14,2 milhões de toneladas de lixo por ano e a gerenciar uma frota de 1,1 mil caminhões.
Com a conclusão da compra, o grupo Estre pretende ter um ano de consolidação pela frente. “Vamos continuar com um olho em oportunidades de aquisição, mas seletivamente. Não é algo que estará na agenda”, afirmou Alvim.
A última aquisição feita pelo grupo ocorreu em setembro, quando adquiriu 11% da companhia americana Star Atlantic Waste Holdings – que atua em gestão de resíduos sólidos nos Estados Unidos. Por essa participação, pagou a quantia aproximada de US$ 100 milhões.
Além da Geo Vision, o grupo Estre já comprou as empresas Resicontrol (que pertencia à Veolia), Cavo (do grupo Camargo Corrêa), Soma, Viva Ambiental e CGR Itaboraí, desde o início de suas operações. Em 2011, negociou uma fusão com a Haztec, do Rio, que não foi adiante.
A Estre, segundo informou seu diretor, fechou o ano passado com faturamento próximo a R$ 2 bilhões, em comparação ao total de R$ 1,2 bilhão de 2011, e pretende buscar um valor em torno de R$ 2,5 bilhões neste ano. O BTG Pactual detém 20,9% do grupo.
Com concorrentes do porte dos grupos Marquise, Solví e Queiroz Galvão, Quintella já revelou a intenção de que seu grupo seja um dos cinco maiores do mundo no segmento de resíduos sólidos, com um faturamento em torno de R$ 5 bilhões até 2016.
Fonte: Valor Econômico
Wednesday, February 13, 2013
Fusões Foxx e Haztec fecham fusão
fev
Foxx e Haztec fecham fusão
A Foxx terá o controle da nova empresa, com participação de 55%, enquanto a Haztec terá os demais 45%, conforme apurou o Valor. As negociações entre as empresas acontecem desde meados de 2012, quando a Foxx planejava adquirir a Haztec ao lado do investidor George Soros, que acabou desistindo.
As conversas caminharam, então, para a fusão. Segundo uma fonte, o empresário Milton Pilão Júnior, sócio da Foxx ao lado de Ismar Machado Assaly, já está trabalhando no Rio, na sede da Haztec.
Entre os planos do grupo, está o investimento em geração de energia via tratamento térmico de resíduos. Procurada, a Foxx disse que os trâmites legais do processo não foram concluídos. Valor Econômico
Fonte: cvmclipping 13/02/2013
Thursday, February 7, 2013
Prefeito ACM Neto ordenou a suspensão do pagamento da empresa Revita Ambiental
Monday, February 4, 2013
Aneel registra pedido de outorga de usinas solares fotovoltaicas
Aneel registra pedido de outorga de usinas solares fotovoltaicas
Publicado em 28 de janeiro de 2013
A Agência Nacional de Energia Elétrica registrou o recebimento do requerimento de outorga da UFV Luis Eduardo Magalhães e de seu sistema de transmissão de interesse restrito, com a finalidade de produção independente de energia elétrica. Localizada no município de Luis Eduardo Magalhães, na Bahia, a usina opera com 30 MW de capacidade instalada. A agência registrou ainda o requerimento de outorga da UFV Mombaça, de 30 MW de potência instalada, localizada no município de Mombaça, estado do Ceará.
Monday, January 28, 2013
Consumidor que produzir energia limpa terá desconto na conta de luz
Consumidor que produzir energia limpa terá desconto na conta de luz
Os consumidores poderão ligar os sistemas de energia solar ou eólica, por exemplo, à rede elétrica. A energia que sobra irá para a distribuidora, e em troca o consumidor vai ganhar um abatimento na conta de luz.
Entrou em vigor, esta semana, uma novidade que vai oferecer desconto na conta de luz para quem produzir energia limpa.
Trocar o carro, como queria a mulher, ou equipar a casa nova com energia solar? Luiz convenceu a família e o telhado ganhou painéis de silício, capazes de suprir o consumo da casa inteira.
“Construção sustentável e economia de energia elétrica. Esse foi o nosso propósito na hora de fazer a construção”, diz o engenheiro Luiz Roberto Salvador.
Agora, consumidores de todo o Brasil terão um incentivo para produzir eletricidade a partir de fontes renováveis. Eles poderão ligar os sistemas de energia solar ou eólica, por exemplo, à rede elétrica. A energia que sobra irá para a distribuidora, e em troca o consumidor vai ganhar um abatimento na conta de luz.
Veja um exemplo: durante o dia, os painéis solares de uma casa produzem 10 kilowatts-hora de energia. Nesse período, o consumo é de apenas 2 kilowatts. A sobra de oito vai para a distribuidora. À noite, o painel solar não gera nada, mas o consumo da casa, com as luzes acesas, sobe para 7 kilowatts. Nesse caso, toda energia vem da distribuidora. A diferença entre os 8 kilowatts que a casa colocou na rede e os 7 kilowatts que usou à noite dá um crédito de 1 kilowatts-hora por dia, ou 30 no mês. O consumidor tem até três anos para usar esse valor.
“É um ganho imenso, porque é geração completamente descentralizada, reduzindo tanto os custos de geração de energia no país, mas também de distribuição e transmissão”, afirma Nelson Hubner, diretor da Agência Nacional Energia Elétrica.
Para aderir, é preciso apresentar um projeto à distribuidora. Se ele for aprovado, o consumidor terá de arcar com um novo medidor, que mede a energia que entra e também a que sai. O custo maior é dos painéis solares, todos importados. O investimento chega a R$ 14 mil para uma casa que consome 250 kilowatts-hora por mês, a média brasileira.
“O retorno do investimento varia de seis a dez anos. Onde a irradiação é maior e o preço é maior, e consequentemente você vai ter um retorno mais rápido”, afirma Jonas Gazoli, dono de empresa de painéis solares.
Os painéis têm vida útil de 25 anos. A expectativa é que os custos diminuam com o crescimento do mercado.
Ao trocar o carro novo pela energia solar, o pioneiro Luiz acha que tomou a decisão certa. “Agora a gente não pensa duas vezes em ligar um ar condicionado. Isso nos proporcionou uma qualidade de vida melhor”, conta ele.
