Consumidor que produzir energia limpa terá desconto na conta de luz
Os consumidores poderão ligar os sistemas de energia solar ou eólica, por exemplo, à rede elétrica. A energia que sobra irá para a distribuidora, e em troca o consumidor vai ganhar um abatimento na conta de luz.
Entrou em vigor, esta semana, uma novidade que vai oferecer desconto na conta de luz para quem produzir energia limpa.
Trocar o carro, como queria a mulher, ou equipar a casa nova com energia solar? Luiz convenceu a família e o telhado ganhou painéis de silício, capazes de suprir o consumo da casa inteira.
“Construção sustentável e economia de energia elétrica. Esse foi o nosso propósito na hora de fazer a construção”, diz o engenheiro Luiz Roberto Salvador.
Agora, consumidores de todo o Brasil terão um incentivo para produzir eletricidade a partir de fontes renováveis. Eles poderão ligar os sistemas de energia solar ou eólica, por exemplo, à rede elétrica. A energia que sobra irá para a distribuidora, e em troca o consumidor vai ganhar um abatimento na conta de luz.
Veja um exemplo: durante o dia, os painéis solares de uma casa produzem 10 kilowatts-hora de energia. Nesse período, o consumo é de apenas 2 kilowatts. A sobra de oito vai para a distribuidora. À noite, o painel solar não gera nada, mas o consumo da casa, com as luzes acesas, sobe para 7 kilowatts. Nesse caso, toda energia vem da distribuidora. A diferença entre os 8 kilowatts que a casa colocou na rede e os 7 kilowatts que usou à noite dá um crédito de 1 kilowatts-hora por dia, ou 30 no mês. O consumidor tem até três anos para usar esse valor.
“É um ganho imenso, porque é geração completamente descentralizada, reduzindo tanto os custos de geração de energia no país, mas também de distribuição e transmissão”, afirma Nelson Hubner, diretor da Agência Nacional Energia Elétrica.
Para aderir, é preciso apresentar um projeto à distribuidora. Se ele for aprovado, o consumidor terá de arcar com um novo medidor, que mede a energia que entra e também a que sai. O custo maior é dos painéis solares, todos importados. O investimento chega a R$ 14 mil para uma casa que consome 250 kilowatts-hora por mês, a média brasileira.
“O retorno do investimento varia de seis a dez anos. Onde a irradiação é maior e o preço é maior, e consequentemente você vai ter um retorno mais rápido”, afirma Jonas Gazoli, dono de empresa de painéis solares.
Os painéis têm vida útil de 25 anos. A expectativa é que os custos diminuam com o crescimento do mercado.
Ao trocar o carro novo pela energia solar, o pioneiro Luiz acha que tomou a decisão certa. “Agora a gente não pensa duas vezes em ligar um ar condicionado. Isso nos proporcionou uma qualidade de vida melhor”, conta ele.
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