Apesar de negar querer exercer o papel de gerenciador de preços e preferir deixar as regras livres de mercado decidirem o preço dos créditos de carbono, o diretor geral do Departamento de Ação Climática da Comissão Europeia afirmou nesta quarta-feira (26) que algo precisa ser feito em curto prazo para elevar o preço das permissões de emissão da União Europeia (EUAs).
“Nós queremos assumir a gestão do preço do carbono? Não. Mas estamos vendo as EUAs sendo negociadas abaixo de €10/t, o que freia osinvestimentos em tecnologias limpas”, declarou Jos Debelke.
Nesta terça-feira (25) as EUAs chegaram a ser negociadas a €7,46/t no Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS). Quanto mais barato o carbono, mais empresas preferem comprar créditos do que investir em melhorias para reduzir as emissões.
“O mercado está funcionando bem de um ponto de vista técnico. Entretanto, estamos assistindo a um desequilíbrio crescente entre oferta e demanda. Por isso queremos uma política de curto prazo para lidar com o problema”, disse Delbeke.
O excesso de créditos no mercado é resultado de regras fracas para a geração e distribuição de créditos e da recessão europeia, que derrubou a produção industrial e, por consequência, as emissões.
Diante disso, a Comissão Europeia estuda adiar o leilão de um volume de créditos que varia entre 400 milhões a 1,2 bilhãos para diminuir a oferta.
“Vamos apresentar uma proposta concreta em breve, para que seja votada ainda neste ano pelo Comitê Europeu de Mudanças Climáticas”, declarou Debelke.
O diretor geral também afirma estar preocupado com os impactos das novas regras do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) no EU ETS.
“Recentemente aprovaram a decisão de que novas termoelétricas poderão gerar créditos se adotarem tecnologias de carvão limpo. Isto pode inundar com créditos ainda mais os mercados de carbono do planeta. Precisamos estar prontos para lidar com este problema também”, concluiu Delbeke.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias/noticia=731914
Wednesday, September 26, 2012
Tuesday, September 25, 2012
Alstom intends to acquire Tidal Generation Ltd from Rolls-Royce
25/09/2012
Alstom has signed an agreement with Rolls-Royce to acquire Tidal Generation Limited (TGL), a wholly owned subsidiary of Rolls-Royce Plc, specialised in the design and manufacture of tidal stream turbines. Alstom’s acquisition of TGL is expected to be completed within the next few months, subject to closing conditions.
TGL is at the forefront in the design, development and manufacture of tidal stream turbines which capture and convert the energy of tidal streams to generate electrical power. TGL’s first 500kWe unit was successfully installed at the European Marine Energy Centre (EMEC) at Orkney in Scotland. It generated and fed into the grid over 250MWh of electricity – enough power to supply the equivalent of 300 homes - averaging 12 hours of operation each day.
This acquisition reinforces Alstom’s position in renewable power as the company with the broadest and most complete range of products and systems, from hydro to wind, geothermal, biomass and solar. It will complement Alstom’s on-going research and development activities on ocean energies that are based in Nantes, France. It gives Alstom the opportunity to build a complete portfolio of tidal products and technologies which is necessary to cover the wide range of site conditions and to meet all customer needs.
TGL, which is based in Bristol, UK and employs 29 people, will benefit from Alstom’s experience in the energy industry, its global presence in 100 countries and its integrated offer including power generation and transmission.
TGL was the first EMEC located project to receive UK Renewable Obligations Certificate. As part of the Energy Technologies Institute commissioned and co-funded ReDAPT (Reliable Data Acquisition Platform for Tidal) consortium project, TGL’s 1MW tidal turbine will be installed in EMEC’s water by the end of 2012 and will be tested in various operational conditions off Orkney over a two-year period. Detailed environmental and tidal stream information will be measured to help the marine renewable industry understand the challenges that must be addressed for tidal technology to be developed on a commercial scale.
“With this acquisition, Alstom strengthens its position in a promising market and complements an already large offer of cutting-edge renewable energy technologies” said Jérôme Pécresse, President of Alstom Renewable Power. “This new step sets Alstom as a leader in ocean energies, with its Haliade™ 150 offshore wind turbine and its stake in AWS Ocean Energy Ltd, Scotland’s pioneering company in the wave energy, with whom we will provide wave devices for the world's largest wave farm off the coast of Orkney in Scotland. We now intend to be rapidly in a position to participate to pilot farms projects and develop a tidal turbine commercial offer” added Jérôme Pécresse.
Monday, September 24, 2012
Estre compra 11% da americana Star Atlantic Waste Holdings
Avaliada em 100 milhões de dólares, transação dará margem para "cooperação estratégica" entre as companhias
São Paulo - O grupo de saneamento Estre desembolsou 100 milhões de dólares por uma fatia de 11% da Star Atlantic Waste Holdings, holding americana de gestão de resíduos sólidos.
Em comunicado, a Estre afirmou que a operação permitirá uma cooperação estratégica entre as duas companhias, com transferência de tecnologia e depráticas de gestão.
Na carteira da Star Atlantic, estão as empresas Advanced Disposal Services (ADS), Interstate Waste Services (IWS) e Veolia Environmental Services North America Corp. Juntas, elas entregam uma receita anual de aproximadamente 1,4 bilhão de dólares.
Com atuação nas regiões central, nordeste e sudeste dos Estados Unidos, a Star Atlantic desenvolve serviços de coleta, transporte, tratamento, reciclagem e destinação de resíduos. A holding conta com 47 aterros, 26 plantas de reciclagem e uma frota de 3.000 caminhões.
A aquisição não é a primeira investida internacional da Estre. Em 2003, a companhia brasileira venceu a licitação para implantar o Complexo Ambiental Ensenada em Buenos Aires, na Argentina. A Estre também é responsável pela operação do Centro de Gerenciamento de Resíduos Doña Juana, na Colômbia.
Fundada em 1999, a empresa atua em toda a cadeia do lixo, recebendo anualmente mais de 14 milhões de toneladas de lixo por ano. Em 2011, a Estre registrou um faturamento de 1,2 bilhão de reais.
Friday, September 21, 2012
País tem 4.000 lixões e só recicla 2% do potencial
Rio de Janeiro. O Brasil ainda tem 4.000 lixões e apenas 30% a 40% do lixo total coletado no país são dispostos em aterros sanitários adequados. Além disso, a reciclagem é muito baixa, segundo o secretário da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), Antonio Simões Garcia. Ele informou que os serviços de aproveitamento de material descartado não transformam no país sequer 2% do volume que pode ser reciclado.
À Agência Brasil, Garcia disse que estão "muito próximos da realidade" os números divulgados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo os quais apenas 40% do lixo separado dentro de casa pelos brasileiros é coletado seletivamente ao chegar na rua.
Alex Cardoso, da coordenação nacional do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), acrescentou que, do total de lixões ainda existentes no Brasil, 1.700 estão no Nordeste. "Chega a haver cidade com dois lixões", informou. O MNCR avalia que há grande mobilização da sociedade em torno da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que exige a coleta seletiva para municípios com mais de 30 mil habitantes.
Na avaliação de Cardoso, no entanto, esse processo ainda é "tímido" no Brasil, "porque a política já tem dois anos e cerca de 40% dos municípios brasileiros ainda têm lixões e não dispõem de sistema de coleta seletiva". O integrante do MNCR lembra que, até 2014, os lixões terão que ser desativados.
http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=211890,OTE
À Agência Brasil, Garcia disse que estão "muito próximos da realidade" os números divulgados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo os quais apenas 40% do lixo separado dentro de casa pelos brasileiros é coletado seletivamente ao chegar na rua.
Alex Cardoso, da coordenação nacional do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), acrescentou que, do total de lixões ainda existentes no Brasil, 1.700 estão no Nordeste. "Chega a haver cidade com dois lixões", informou. O MNCR avalia que há grande mobilização da sociedade em torno da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que exige a coleta seletiva para municípios com mais de 30 mil habitantes.
Na avaliação de Cardoso, no entanto, esse processo ainda é "tímido" no Brasil, "porque a política já tem dois anos e cerca de 40% dos municípios brasileiros ainda têm lixões e não dispõem de sistema de coleta seletiva". O integrante do MNCR lembra que, até 2014, os lixões terão que ser desativados.
http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=211890,OTE
Município de São Paulo aprova plano de gestão de resíduos sólidos
capital paulista aprovou o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Município de São Paulo. O documento foi publicado por meio do Decreto nº 53.323, de 2012. Seu conteúdo está disponível para consulta pelo site da prefeitura (www.prefeitura.sp.gov.br). As prefeituras que não fizeram isso até o fim de agosto, conforme prazo estabelecido pela Lei federal nº 12.305, de 2010, correm o risco de responder a ações civis públicas.
Antes mesmo do fim desse prazo, o Ministério Público de alguns Estados exigiu dasprefeituras a apresentação de planos para o cumprimento da política nacional de coleta e reciclagem de resíduos sólidos.
O plano paulistano não traz novas obrigações para os empresários. Faz apenas um diagnóstico otimista da cidade em relação ao assunto e consolida as normas municipais a respeito. “Trata-se de uma espécie de cartilha porque reúne a legislação municipal sobre questões pontuais, por exemplo, a reciclagem de pilhas”, afirma a advogada Helena Lobo da Costa, do escritório Demarest & Almeida Advogados.
Segundo o advogado Fabricio Soler, do escritório Felsberg e Associados, até agosto, menos de 10% dos municípios brasileiros apresentaram seus respectivos planos no prazo, que venceu no mês de agosto. “Considerando a complexidade da gestão local e o tamanho da cidade isso é positivo”, afirma o advogado especialista em direito ambiental.
Uma inovação da legislação é a participação da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) para o gerenciamento das informações e processos sobre logística reversa no município. O plano prevê que, até 2014, serão estabelecidas parcerias para a coleta de produtos passíveis de reciclagem vidros, principalmente, dos órgãos públicos municipais. “Isso mostra que eles estão olhando para dentro também”, diz Soler. Determina ainda que serão realizados investimentos em centrais de triagem, polos de reciclagem, contêiners e postos de entrega voluntária até 2015.
A Lei federal de Resíduos Sólidos determina que os municípios deverão desativar seus lixões até 2014.
Porém, também há criticas ao plano paulistano. Segundo Helena, o documento não apresenta data para a realização de audiências públicas para envolver mais a sociedade no debate sobre o assunto, nem valores de previsão orçamentária para o alcance das metas do próprio município. Já Soler critica o fato de o plano estabelecer que a prefeitura proporá medidas inspiradas na lei municipal de logística reversa.
Segundo o advogado, essa lei prevê prazos absurdos e metas inexequíveis de recompra gradual de resíduos. Por exemplo, no primeiro ano, o comércio teria como meta recomprar 50% das embalagens dos produtos vendidos no primeiro ano, 75% no segundo e 90% no terceiro ano. “É o que prevê a Lei municipal nº 13.316, de 2002, em desacordo com a lei federal de resíduos sólidos”, diz o advogado.
Valor Econômico de 20.9.2012.
Thursday, September 13, 2012
Bioenergy consegue vender energia solar no mercado livre e erguerá usina na Bahia
A Bioenergy conseguiu abrir as portas para a comercialização da energia solar fotovoltaica no ambiente de contratação livre (ACL). Em um certame inédito, realizado no último dia 7 de agosto, a empresa vendeu em torno de 2,5MWh solares, que viabilizarão a construção de uma usina na Bahia. Os contratos firmados serão assinados na próxima semana.
"Foi o primeiro leilão solar do mercado brasileiro e o resultado foi positivo", comemora Sérgio Marques, presidente da empresa. Agora, a Bioenergy prevê investir entre R$20 milhões e R$22 milhões para erguer um empreendimento de 3MW no município de Bom Jesus da Lapa, na Bahia, distante 800 quilômetros da capital Salvador. Até o final de agosto, serão definidos tecnologia e fornecedor dos equipamentos.
Marques conta que os compradores são principalmente empresas que acabaram de migrar para o ambiente livre porque sentiam que pagavam tarifas muito altas no mercado cativo. "Não tivemos muitas propostas, mas foi o suficiente", resume o executivo. Segundo ele, a energia solar foi comercializada pouco acima do preço piso do edital, que era de R$ 250 por MWh.
Perguntado se mercado está maduro suficiente para pagar mais caro por uma geração limpa, como é a energia solar, Marques foi categórico. "Não. Ainda são ações isoladas de algumas instituições vanguardistas. O mercado não está preparado, mas deveria."
Além da energia solar, a Bioenergy comercializou outros 10MWh eólicos, a um preço médio de R$ 120 por MWh.
http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=10796&id_tipo=3&id_secao=8&id_pai=2&titulo_info=Bioenergy%20consegue%20vender%20energia%20solar%20no%20mercado%20livre%20e%20erguer%26aacute%3B%20usina%20na%20Bahia&goback=%2Egmp_3834711%2Egde_3834711_member_145722283
ESTUDO APONTA TECNOLOGIAS EM ENERGIA RENOVÁVEL A S...
Documento serve de base para a indústria identificar oportunidades de mercado no setor de energia
Um estudo realizado a pedido da Agência Brasileira de Desenvolvimento da Indústria (ABDI) aponta as principais tecnologias que o setor de energia renovável espera que sejam desenvolvidas nos próximos 15 anos no País. O objetivo do documento é de subsidiar iniciativas na indústria nacional.
A pesquisa relacionou equipamentos ligados à geração de energia eólica, solar térmica e fotovoltaica, usinas a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). A partir de questionário realizado junto à indústria e à academia, foi traçado um mapeamento das principais tendências e elaborada uma lista de tecnologias emergentes.
Na pesquisa, foram identificadas dez tecnologias classificadas como "prioritárias" em energia solar, com alto potencial de produção no Brasil. Em eólica foram 15 e, em biomassa, seis. Na área de PCHs foram elencadas 18 tecnologias possíveis de serem desenvolvidas nos próximos anos.
Além disso, o estudo fez um mapeamento da situação produtiva dos equipamentos no mundo e das oportunidades mais concretas em cada fonte.
O comitê técnico foi formado por especialistas do Laboratório de Energia Solar da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, do Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétricas da Unifei, Centro de Referência para Energia Solar e Eólica do Cepel, do Laboratório de Equipamentos e Processos térmicos da Coppe, além de empresas do setor de energia.
Tecnologias prioritárias
Entre as tecnologias prioritárias selecionadas em energia solar, está o processo de purificação do silício para produção de células fotovoltaicas e o desenvolvimento de inversores para a conexão à rede elétrica.
Em eólica, foi citada a criação de navios especiais para transporte e instalação de aerogeradores, assim como sistemas de controle inteligente em grandes parques para a conexão à rede, conversores de potência, entre muitas outras tecnologias.
Já em PCH, os segmentos que demandam mais aprimoramentos tecnológicos foram os de sistemas eletromecânicos e eletrônicos.
Para acessar a íntegra do trabalho: http://www.tec.abinee.org.br/2012/arquivos/s3a.pdf
Por Wagner Freire
Fonte Jornal da Energia
MDL distribui US$ 3 milhões em empréstimos visando melhorar sua abrangência
Um esquema de empréstimos recém-lançado pelas Nações Unidas com o objetivo de incentivar projetos sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) aprovou US$ 3 milhões para 23 iniciativas.
O esquema de empréstimos é gestionado pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC, em inglês), pelo Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (UNOPS) e pelo Risoe Centre do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Empréstimos sem juros são ofertados para propostas sob o MDL em países menos desenvolvidos, assim como outros que tenham menos de dez projetos registrados.
“Estamos contentes de ver a oportunidade que o esquema de empréstimos do MDL está criando. Na sua maioria são ideias de projetos de pequena escala e inovadoras, que beneficiam comunidades tradicionais”, comentou Jan Mattsson, diretor executivo do UNOPS.
O próximo passo é repassar os empréstimos às entidades selecionadas e monitorar o progresso das iniciativas.
Os projetos selecionados são bem diversos, desde eficiência energética em nível residencial (como em fornos eficientes) até metano evitado no setor de transportes. Grande parte, 17 das 23 propostas, vem de países africanos. As demais são provenientes da Ásia (03), Oriente Médio (02) e América Latina (01).
Treze empréstimos são direcionados para Programas de Atividades, sete são projetos de pequena escala e três de grande escala.
Já estão sendo aceitas propostas para a segunda rodada do esquema de empréstimos, com prazo para 30 de setembro.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias/noticia=731790
Rússia não cortará emissões sob a extensão do pacto climático de Quioto
Rússia confirmou nesta quinta-feira (13) que não fará cortes nas emissões de gases do efeito estufa a partir de 2013 sob o Protocolo de Quioto da ONU, se juntando ao Canadá e ao Japão na rejeição de uma extensão do plano para combater as mudanças climáticas.
O Ministério das Relações Exterior disse que o país não se uniria às nações industrializadas lideradas pela União Europeia para assinar cortes para além da primeira rodada de compromissos, que termina em 31 de dezembro de 2012.
No começo deste mês, o vice-primeiro-ministro Arkady Dvorkovich disse no Twitter que uma decisão sobre as novas obrigações “não foi tomada”, sugerindo que o governo ainda estava ponderando a participação.
A Rússia afirmou que agora focaria no plano da ONU, firmado no último ano, de chegar a um novo acordo internacional até 2015, obrigando tanto países desenvolvidos quanto em desenvolvimento a limitar as emissões de gases do efeito estufa, e que entraria em vigor a partir de 2020.
“A Federação Russa acredita que a extensão do Protocolo de Quioto, em seu atual estado, é ineficaz, e não pretende assumir a obrigação de reduzir as emissões de gases do efeito estufa como parte da chamada segunda rodada de responsabilidades”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Alexander Lukashevich.
“As obrigações e ações climáticas podem ser diferentes para países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas devem estar refletidas em um único documento. Sem isso, será inútil”, acrescentou ele.
Todas as nações industrializadas, exceto pelos Estados Unidos, assinaram o Protocolo de Quioto de 1997, que procurava cortar suas emissões de gases do efeito estufa em pelo menos 5,2% abaixo dos níveis de 1990 até 2008-12.
Os EUA disseram que Quioto prejudicaria a economia norte-americana e que o pacto omitia injustamente as metas de 2012 para nações em desenvolvimento, lideradas pela China e Índia. As nações em desenvolvimento afirmaram que precisam queimar mais combustíveis fósseis para acabar com a pobreza.
Queda nas emissões
A Rússia já havia indicado anteriormente à ONU que não estenderia as metas internacionalmente obrigatórias de Quioto para além do primeiro período de 2008-2012.
O país se comprometeu apenas com uma promessa voluntária de cortar emissões, que pode vir principalmente do corte na queima de combustíveis fósseis, de 15-25% até 2020.
As emissões da Rússia caíram desde o colapso das indústrias poluentes da era Soviética. Em 2010, elas estavam 34% abaixo dos níveis de 1990, muito abaixo das metas do país sob Quioto de não exceder o nível de 1990 nos anos 2008-12.
A provável lista de participantes de “Quioto 2” é responsável por apenas 15-17% das emissões de gases do efeito estufa, Lukashevick afirmou, enquanto os países que participaram da primeira rodada de cortes são responsáveis por 30% das emissões globais.
Isso faz da meta de limitar o aumento da temperatura global a não mais do que dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais impossível de ser atingida, declarou ele.
O limite de dois graus Celsius é visto como um limiar para os perigos das mudanças climáticas, como enchentes, secas e o aumento do nível do mar. As temperaturas já subiram cerca de 0,8 graus Celsius.
Um grupo de companhias russas industriais e de energia, incluindo a Rusal, a maior empresa de alumínio do mundo, e a TNK, uma das maiores produtoras de petróleo e gás da Rússia, tem feito lobby para o governo assumir uma meta em Quioto pós-2012.
Isso permitiria que eles continuassem a ganhar créditos de carbono por projetos de redução de emissões sob o mecanismo da ONU de Implementação Conjunta.
No último mês, o rascunho de um decreto governamental revelou que a Rússia estava trabalhando para transformar sua promessa de redução de emissões nacional para 2020 em uma meta absoluta de redução de 20% nas emissões com relação aos níveis de 1990.
Essa meta pode abrir caminho para um esquema regional de cap-and-trade, comparado em tamanho ao mercado de carbono da UE.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/espaco_reuters/noticia=731793
O Ministério das Relações Exterior disse que o país não se uniria às nações industrializadas lideradas pela União Europeia para assinar cortes para além da primeira rodada de compromissos, que termina em 31 de dezembro de 2012.
No começo deste mês, o vice-primeiro-ministro Arkady Dvorkovich disse no Twitter que uma decisão sobre as novas obrigações “não foi tomada”, sugerindo que o governo ainda estava ponderando a participação.
A Rússia afirmou que agora focaria no plano da ONU, firmado no último ano, de chegar a um novo acordo internacional até 2015, obrigando tanto países desenvolvidos quanto em desenvolvimento a limitar as emissões de gases do efeito estufa, e que entraria em vigor a partir de 2020.
“A Federação Russa acredita que a extensão do Protocolo de Quioto, em seu atual estado, é ineficaz, e não pretende assumir a obrigação de reduzir as emissões de gases do efeito estufa como parte da chamada segunda rodada de responsabilidades”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Alexander Lukashevich.
“As obrigações e ações climáticas podem ser diferentes para países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas devem estar refletidas em um único documento. Sem isso, será inútil”, acrescentou ele.
Todas as nações industrializadas, exceto pelos Estados Unidos, assinaram o Protocolo de Quioto de 1997, que procurava cortar suas emissões de gases do efeito estufa em pelo menos 5,2% abaixo dos níveis de 1990 até 2008-12.
Os EUA disseram que Quioto prejudicaria a economia norte-americana e que o pacto omitia injustamente as metas de 2012 para nações em desenvolvimento, lideradas pela China e Índia. As nações em desenvolvimento afirmaram que precisam queimar mais combustíveis fósseis para acabar com a pobreza.
Queda nas emissões
A Rússia já havia indicado anteriormente à ONU que não estenderia as metas internacionalmente obrigatórias de Quioto para além do primeiro período de 2008-2012.
O país se comprometeu apenas com uma promessa voluntária de cortar emissões, que pode vir principalmente do corte na queima de combustíveis fósseis, de 15-25% até 2020.
As emissões da Rússia caíram desde o colapso das indústrias poluentes da era Soviética. Em 2010, elas estavam 34% abaixo dos níveis de 1990, muito abaixo das metas do país sob Quioto de não exceder o nível de 1990 nos anos 2008-12.
A provável lista de participantes de “Quioto 2” é responsável por apenas 15-17% das emissões de gases do efeito estufa, Lukashevick afirmou, enquanto os países que participaram da primeira rodada de cortes são responsáveis por 30% das emissões globais.
Isso faz da meta de limitar o aumento da temperatura global a não mais do que dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais impossível de ser atingida, declarou ele.
O limite de dois graus Celsius é visto como um limiar para os perigos das mudanças climáticas, como enchentes, secas e o aumento do nível do mar. As temperaturas já subiram cerca de 0,8 graus Celsius.
Um grupo de companhias russas industriais e de energia, incluindo a Rusal, a maior empresa de alumínio do mundo, e a TNK, uma das maiores produtoras de petróleo e gás da Rússia, tem feito lobby para o governo assumir uma meta em Quioto pós-2012.
Isso permitiria que eles continuassem a ganhar créditos de carbono por projetos de redução de emissões sob o mecanismo da ONU de Implementação Conjunta.
No último mês, o rascunho de um decreto governamental revelou que a Rússia estava trabalhando para transformar sua promessa de redução de emissões nacional para 2020 em uma meta absoluta de redução de 20% nas emissões com relação aos níveis de 1990.
Essa meta pode abrir caminho para um esquema regional de cap-and-trade, comparado em tamanho ao mercado de carbono da UE.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/espaco_reuters/noticia=731793
Thursday, September 6, 2012
Países não signatários do Protocolo de Quioto podem perder acesso ao MDL
Mais de 130 das nações mais pobres do planeta estão ameaçando negar o acesso aos baratos créditos de carbono do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) aos países industrializados que não adotarem metas obrigatórias de corte de emissões de gases do efeito estufa. Uma medida que tornaria mais caro o cumprimento de objetivos domésticos de emissões.
Os mais de 995 milhões de créditos já emitidos pelo MDL têm auxiliado governos e companhias a alcançarem suas metas ao comprar créditos gerados em países em desenvolvimento em vez de terem que investir em cortes mais caros domesticamente.
Porém, o grupo chamado G77 mais a China afirmou durante a atual rodada climática em Bangcoc que o acesso aos créditos do MDL deve ser limitado às nações que assinarem o segundo período do Protocolo de Quioto, que começa em 2013.
“Nosso ponto de vista, comum a mais de 130 países, é que as nações industrializadas não podem se beneficiar do comércio de emissões e dos créditos sob o Protocolo de Quioto se não estão comprometidas com metas obrigatórias”, afirmou Sai Navoti, negociador chefe da Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS).
“Não permitiremos que eles continuem levando apenas a parte que lhes interessa”, afirmou Navoti à Reuters Point Carbon.
Países em desenvolvimento planejam fazer emendas ao Protocolo de Quioto para implementar o banimento das nações não signatárias já na Conferência do Clima do Catar (COP 18), em novembro.
Aumento nos preços
Austrália, Japão e Nova Zelândia se negaram até agora a aceitar o segundo período de compromissos e seriam as nações que mais sofreriam com a decisão de não poder comprar créditos do MDL, pois possuem metas voluntárias para 2020.
A Austrália lançará um mercado de carbono em julho de 2015 e planeja que as maiores empresas emissoras, como a Macquarie Generation e BHP Billiton, utilizem créditos. É estimado que a demanda alcance a marca de 250 milhões de créditos durante o período de 2015 a 2020.
Sem o acesso a Quioto, essas empresas terão que comprar os créditos gerados pelo governo australiano ou pelo mercado europeu, que atualmente são três vezes mais caros do que os do MDL.
Companhias no mercado de carbono neozelandês seriam atingidas ainda mais fortemente, já que as regras atuais permitem que elas utilizem um número ilimitado de créditos do MDL. Mais de 70% dos créditos compensados no esquema em 2011 foram justamente os gerados pelo Protocolo de Quioto.
Negociadores de ambas as nações minimizaram os impactos do banimento, e afirmaram que a sua decisão de se comprometer com metas obrigatórias depende do novo tratado climático, que, ao contrário de Quioto, obrigará todas as nações a terem metas a partir da próxima década.
“O governo adotará a ação internacional que melhor ajudar as iniciativas domésticas australianas”, afirmou Justin Lee, embaixador climático da Austrália.
“Existe muita desinformação sobre este assunto, então negociadores estão utilizando o tempo em Bangcoc para avaliar as várias facetas dos mecanismos do Protocolo de Quioto e suas futuras operações”, escreveu um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da Nova Zelândia em um e-mail para a Reuters.
Japão
O Japão, assim como o Canadá e a Rússia, afirmou no ano passado que não participaria do segundo período de Quioto, justificando que não fazia sentido uma vez que os grandes emissores mundiais estavam de fora.
Estados Unidos e China, os dois maiores emissores e economias mundiais, afirmaram que não adotarão metas obrigatórias antes de 2020, preferindo em vez disso se focar nos objetivos voluntários anunciados em Copenhague, em 2009.
Takehiro Kano, negociador climático japonês, afirmou a Reuters Point Carbon que sem acesso a Quioto o Japão poderia reduzir sua meta voluntária para abaixo dos prometidos 25% até 2020, com relação ao nível de 1990.
A meta já está ameaçada diante das medidas do governo para reduzir a dependência da geração nuclear de energia.
“O MDL não é fundamental para alcançarmos nossa meta”, declarou Kano.
A União Europeia, que está comprometida com o segundo período de Quioto, até agora não se manifestou.
Entretanto, um documento interno visto pela Reuters Point Carbon afirma que permitir que mais nações tenham acesso aos créditos é importante para criar demanda e também para diminuir a necessidade de mercados fora do processo das Nações Unidas.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/espaco_reuters/noticia=731698
Os mais de 995 milhões de créditos já emitidos pelo MDL têm auxiliado governos e companhias a alcançarem suas metas ao comprar créditos gerados em países em desenvolvimento em vez de terem que investir em cortes mais caros domesticamente.
Porém, o grupo chamado G77 mais a China afirmou durante a atual rodada climática em Bangcoc que o acesso aos créditos do MDL deve ser limitado às nações que assinarem o segundo período do Protocolo de Quioto, que começa em 2013.
“Nosso ponto de vista, comum a mais de 130 países, é que as nações industrializadas não podem se beneficiar do comércio de emissões e dos créditos sob o Protocolo de Quioto se não estão comprometidas com metas obrigatórias”, afirmou Sai Navoti, negociador chefe da Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS).
“Não permitiremos que eles continuem levando apenas a parte que lhes interessa”, afirmou Navoti à Reuters Point Carbon.
Países em desenvolvimento planejam fazer emendas ao Protocolo de Quioto para implementar o banimento das nações não signatárias já na Conferência do Clima do Catar (COP 18), em novembro.
Aumento nos preços
Austrália, Japão e Nova Zelândia se negaram até agora a aceitar o segundo período de compromissos e seriam as nações que mais sofreriam com a decisão de não poder comprar créditos do MDL, pois possuem metas voluntárias para 2020.
A Austrália lançará um mercado de carbono em julho de 2015 e planeja que as maiores empresas emissoras, como a Macquarie Generation e BHP Billiton, utilizem créditos. É estimado que a demanda alcance a marca de 250 milhões de créditos durante o período de 2015 a 2020.
Sem o acesso a Quioto, essas empresas terão que comprar os créditos gerados pelo governo australiano ou pelo mercado europeu, que atualmente são três vezes mais caros do que os do MDL.
Companhias no mercado de carbono neozelandês seriam atingidas ainda mais fortemente, já que as regras atuais permitem que elas utilizem um número ilimitado de créditos do MDL. Mais de 70% dos créditos compensados no esquema em 2011 foram justamente os gerados pelo Protocolo de Quioto.
Negociadores de ambas as nações minimizaram os impactos do banimento, e afirmaram que a sua decisão de se comprometer com metas obrigatórias depende do novo tratado climático, que, ao contrário de Quioto, obrigará todas as nações a terem metas a partir da próxima década.
“O governo adotará a ação internacional que melhor ajudar as iniciativas domésticas australianas”, afirmou Justin Lee, embaixador climático da Austrália.
“Existe muita desinformação sobre este assunto, então negociadores estão utilizando o tempo em Bangcoc para avaliar as várias facetas dos mecanismos do Protocolo de Quioto e suas futuras operações”, escreveu um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da Nova Zelândia em um e-mail para a Reuters.
Japão
O Japão, assim como o Canadá e a Rússia, afirmou no ano passado que não participaria do segundo período de Quioto, justificando que não fazia sentido uma vez que os grandes emissores mundiais estavam de fora.
Estados Unidos e China, os dois maiores emissores e economias mundiais, afirmaram que não adotarão metas obrigatórias antes de 2020, preferindo em vez disso se focar nos objetivos voluntários anunciados em Copenhague, em 2009.
Takehiro Kano, negociador climático japonês, afirmou a Reuters Point Carbon que sem acesso a Quioto o Japão poderia reduzir sua meta voluntária para abaixo dos prometidos 25% até 2020, com relação ao nível de 1990.
A meta já está ameaçada diante das medidas do governo para reduzir a dependência da geração nuclear de energia.
“O MDL não é fundamental para alcançarmos nossa meta”, declarou Kano.
A União Europeia, que está comprometida com o segundo período de Quioto, até agora não se manifestou.
Entretanto, um documento interno visto pela Reuters Point Carbon afirma que permitir que mais nações tenham acesso aos créditos é importante para criar demanda e também para diminuir a necessidade de mercados fora do processo das Nações Unidas.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/espaco_reuters/noticia=731698
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