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A Ecometano, empresa que atua na cadeia do biometano partir de fontes renováveis, representará o Brasil no evento integrante da Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que será promovido pelo Departamento da ONU de Assuntos Econômicos e Sociais (UNDESA) e pelo Comitê do Fundo de Energia da China (CEFC) entre os dias 30 de Junho e 1 de Julho na cidade de Addis Ababa na Etiópia
O encontro discutirá as melhores práticas e lições aprendidas na aplicação de políticas de economia verde e terá a apresentação de 10 cases mundiais de inovação na área de energia renovável. A Ecometano apresentará o caso de sucesso do Projeto Dois Arcos, inovador empreendimento de produção de Biometano a partir de resíduos sólidos urbanos.
A operação realiza a captação do biogás do Aterro Sanitário que recebe o lixo urbano da Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, e o transforma em Biometano. O projeto recebeu investimentos de R$ 20 milhões, gera 15 empregos diretos, 45 indiretos e tem capacidade de produção de 15.000 m3 diários de biometano, volume suficiente para abastecer até 6 postos de GNV.
O combustível renovável, menos poluente que o diesel, é utilizado para abastecer parte da frota de caminhões de coleta de lixo que atende ao aterro, gerando um ciclo sustentável em torno do projeto. Recentemente, foi usado para testar um ônibus a gás natural ajudando na transição do combustível usado nas frotas urbanas.
A unidade GNR Dois Arcos atende também um cliente industrial, que usa o Biometano para gerar a energia que abastece uma câmera frigorífica, em substituição a energia elétrica fornecida pela rede. O projeto produz combustível renovável e o disponibiliza no mercado, como substituto dos combustíveis fósseis, contribuindo com a redução de emissões de gases efeito estufa.
Além dos aspectos econômicos e ambientais, ligados intrinsecamente ao conceito do projeto, a GNR Dois Arcos, promove visitas de estudantes de escolas e universidade, contribuindo para a educação local e disseminando o conhecimento relacionado à sustentabilidade.
Sobre a Ecometano
Empresa Brasileira criada em 2010 com o objetivo de captar e tratar o biogás gerado a partir de fontes renováveis, unindo a produção do Biometano com processos e mercados consumidores, de forma economicamente viável e a um custo acessível a sociedade. A empresa oferece soluções sustentáveis na redução de impactos ambientais como os provocados pela disposição incorreta de resíduos e pela emissão de gases de efeito estufa.
Além do projeto GNR Dois Arcos, a empresa avança na implantação de outro em Fortaleza – CE, com previsão de início da operação para o primeiro semestre de 2017. O projeto GNR Fortaleza injetará o Biometano produzido pelo aterro sanitário, na rede de distribuição de gás natural do estado do Ceará. Neste projeto estão sendo investidos R$ 100 milhões e são gerados 130 empregos diretos.
Outra iniciativa em desenvolvimento pela Ecometano está voltada para produção de Biometano a partir de resíduos da indústria agroalimentar. Neste projeto, está previsto a injeção do biometano na rede de distribuição de gás.
O pipeline de potenciais projetos da empresa supera a marca de 1 milhão de m³ de Biometano por dia. Para os empreendedores Carlos Larangeira, Carlos Martins, Luiz Felipe e Marcio Schittini o alcance de tal meta significa, além do crescimento da companhia, um avanço para o desenvolvimento sustentável no país.
Por Redação em 13.02.2016 às 08h45
O Marrocos concluiu neste mês o processo de ativação da primeira parte da nova usina de energia solar em Ouarzazate, localizada no Saara. Conhecida como Noor 1, a parte inicial da instalação possui espelhos solares em forma de lua crescente, desenhados para tirar o máximo de proveito da luz do sol durante o dia.
Cada um dos espelhos da Noor 1 possui por volta 12 metros de altura e contém uma solução de óleo térmico sintético capaz de absorver a luz e o calor solar de maneira mais eficiente. Em contato com a luz do sol, essa solução pode chegar a 390ºC, servindo para gerar eletricidade por meio do vapor formado para movimentar as turbinas. Toda a tecnologia por trás deste processo também permite a geração de energia durante a noite, pois o óleo térmico pode ser estocado em altíssima temperatura.
As outras duas partes da usina solar marroquina, a Noor 2 e 3, deverão estar prontas para serem ativadas até 2018. Desse modo, a usina inteira terá a capacidade de gerar energia com base em uma área de mais de 24 km², o que representa um espaço maior do que Rabat, capital do país. Ao todo, a usina gerará 580 megawatts de eletricidade, suficiente para 1,1 milhão de pessoas.
O projeto de construção da usina de energia solar inicialmente era cotado para ser criado na Europa. No entanto, vários parceiros desistiram do empreendimento e o Banco Africano de Desenvolvimento, em conjunto com o governo marroquino, trouxe o projeto para o Marrocos. A usina recebeu ao todo investimentos de € 150 milhões do Banco Mundial e do Clean Technology Fund, além de um aporte de € 168 milhões do Banco de Desenvolvimento Africano.
Fonte: The Times of India
| 6. Valor Econômico - SP (24/11/2014) |
| Biometano poderá ampliar em 34% a oferta de gás |
| Por Rodrigo Polito | Do Rio |
Do Setorial News - Energia | |
Por Caroline, da Energio Nordeste - A partir de 2015, uma caldeira de biomassa entrará em funcionamento na unidade de Mogi das Cruzes (SP) da empresa Kimberly-Clark, fabricante de artigos de higiene pessoal, como lenços de papel e fraldas descartáveis.
A novidade vem para reforçar o uso de fontes renováveis no mercado de produção industrial. No caso da Kimberly Clark, o equipamento funcionará à base de uma mistura de matéria orgânica composta, entre outras coisas, de fibras de celulose que sobrarão do processo de fabricação do papel higiênico Neve. A implantação da caldeira de biomassa não só não só reduziu as emissões de gases causadores do efeito estufa da fábrica como foi uma boa solução para resíduos da produção.
Além da diminuição de gases do efeito estufa, a implantação do novo equipamento também proporcionou a Kimberly-Clark atingisse dois anos antes do previsto a meta corporativa de 5% de redução de CO².
A implantação de caldeiras de biomassa vai além da sustentabilidade, estima-se que a economia gerada com uma caldeira a biomassa chegue a 20%. No caso da Kimberly-Clark, a troca representou uma economia de R$ 2 milhões por ano na operação da fábrica.
Outros casos de sucesso na implantação de energia verde em fábricas são o da fabricante de papel e celulose Klabin, a fabricante de cosméticos Natura e a de bebidas Ambev, entre outras, vêm usando a biomassa em suas caldeiras, em vez de fontes fósseis, como o diesel, o óleo pesado, chamado de BPF, e o gás natural.
Apesar de algumas empresas como a Ambev, administrarem as próprias caldeira, muitas indústrias têm optado por entregar a gestão desses equipamentos a empresas médias especializadas no assunto. Isso porque a matéria orgânica não é tão uniforme quanto o diesel ou o gás natural, e queimá-la exige cuidados.
Fonte: Energio Nordeste Energias Renováveis
| 9. DCI - SP (31/10/2014) |
| Leilão de reserva da Aneel tem 1.034 projetos |
| Estadão Conteúdo |
O imposto zero do PIS e Cofins para peças e componentes de aerogeradores, medidas anunciadas pelo governo federal, beneficiará por exemplo a cadeia produtiva de Sorocaba. Na cidade, há dois grandes fabricantes de equipamentos, a Tecsis e a Wobben Windpower, e cerca de 20 outras empresas que fornecem componentes. As duas principais empresas empregam mais de 8 mil pessoas. A Medida Provisória anunciada enquadra os projetos eólicos no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Infraestrutura (Reidi).
O setor de energia eólica vai investir este ano cerca de R$ 15 bilhões no País. Uma boa notícia para o Interior Paulista como um todo. Segundo o jornal Cruzeiro do Sul, da Rede APJ (Associação Paulista de Jornais), em Sorocaba há uma emergente cadeia produtiva de energia eólica que fornece componentes e serviços para fabricantes de todo o País. A indústria de energia eólica está consolidada na cidade e cresce com a instalação de novos parques eólicos, principalmente no Nordeste e no Rio Grande do Sul. A Prefeitura se esforça para trazer outras empresas. A fonte eólica tem menor custo que a hidrelétrica. Outra vantagem é que há enorme potencial de ventos no Brasil. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da cidade, Geraldo Almeida, cita estudo segundo o qual 10% do potencial eólico do País seria suficiente para dar conta de todo o abastecimento de energia elétrica. Atualmente, há 205 usinas eólicas instaladas no Brasil.
O vice-diretor da regional de Sorocaba do Ciesp e presidente da Tecnofix, Erly Domingues de Syllos, afirma que a desoneração é positiva para todo o setor eólico no País e tem repercussão na economia do município, com maiores investimentos e geração de empregos. Segundo ele, irá aumentar a competitividade e trazer benefícios para toda a cadeia, abrindo um leque de oportunidades para o mercado. O empresário ressalta o potencial eólico em outras regiões, o desenvolvimento em pesquisa e tecnologia e as exportações de equipamentos. Além disso, na região do Grande ABC, após um investimento de cerca de R$ 15 milhões em sua fábrica instalada em São Bernardo do Campo, a Bonfiglioli se prepara para iniciar a produção de sua linha de redutores eólicos ainda este mês, aproveitando o potencial de crescimento da geração eólica no país.
O Brasil é o nono país mais atrativo para investimentos em energia renovável, segundo a nova edição do Renewable Energy Country Attractiveness Index, ranking da Ernst & Young que analisa o mercado de fontes limpas em 40 países. O Brasil se consolida como um dos principais destinos de investimentos do mundo, segundo informe citado pela agência oficial Investe SP. A China é a primeira colocada do ranking, seguida por EUA, Alemanha e Japão. O Brasil é o segundo colocado em atratividade hidrelétrica.
De vento em popa: De julho a setembro deste ano, 15 empresas anunciaram a construção de unidades fabris e centros de treinamento ou a modernização de suas plantas no Estado de São Paulo segundo balanço finalizado esta semana pela Investe SP. Os projetos somam mais de R$ 1,7 bilhão em investimentos e a expectativa é de geração de 1.800 empregos diretos ou mais. A Investe SP tem a missão de atrair investimentos para o Estado e apoiar os municípios na recepção de investidores e na articulação com entidades públicas e privadas para a concretização de investimentos. São estes os projetos em 13 municípios: Python Engenharia (Itapetininga), BYD (Campinas), TPR (Porto Feliz), AKG (Lorena), Datalogic (Jundiaí), Termomecanica (São Bernardo do Campo), Estre (Guatapará), Covidien (São Paulo), Riveco (Lorena), Raccortubi e Chery (Jacareí), S&P (Mogi das Cruzes), VCI Molde (Itupeva) e Airship e Orygen (São Carlos).
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br