Wednesday, April 30, 2014

Oportunidades no MCT

 

GABINETE DO MINISTRO
UNIDADE DE GERÊNCIA DE PROJETOS
AVISO DE PROCESSO SELETIVO
PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL
EDITAL Nº 038/2014


O Projeto 914BRZ2018 - MCTI/UNESCO seleciona consultor na modalidade por Produto com o seguinte perfil:
1 - Perfil: SEPED- Código 1/038/2014
2 - Nº de vagas: 1 (uma).
3 - Qualificação Educacional: Doutorado em Ciências Atmosféricas, Climatologia, Ciências Ambientais e Execução de Projetos Científicos e Tecnológicos nestas áreas, habilidade para trabalhar em equipe e orientar e supervisionar trabalhos técnico-científicos, Inglês fluente (leitura e escrita).
4- Experiência Profissional: Profissional com ampla experiência na área de meteorologia, previsão de tempo, climatologia e/ou hidrologia com comprovados conhecimentos específicos sobre a dinâmica de eventos hidrometeorológicos extremos e modelagem numérica associada, bem como capacidade de agregação de grupos de pesquisadores de diferentes áreas correlatas às áreas de interesse do CEMADEN.  Experiência mínima de 10 anos, comprovada pela quantidade e qualidade da produção científica e técnica, na área de Ciências Atmosféricas, Previsão de Tempo e na utilização de produtos de previsão numérica e dados ambientais para a análise de previsão de desastres naturais de natureza hidrometeorológica.
5 - Atividades: 1. Levantamento das pesquisas técnico-científicas concluídas e em execução no CEMADEN, incluindo objetivos gerais e específicos, resultados obtidos e esperados e cronogramas associados. 2. Análise crítica das pesquisas em andamento no CEMADEN, incluindo suas relevâncias para subsidiar o monitoramento e alertas de desastres naturais realizados no Centro e proposição de suas implementações operacionais, incluindo a elaboração e acompanhamento de cronogramas de execução. 3. Levantamento das ferramentas utilizadas, bem como aquelas em desenvolvimento, para monitoramento e envio de alertas de desastres naturais no CEMADEN e em Centros mundiais similares.
6 – Produtos/Resultados Esperados: Produto 1 – Documento técnico detalhando as pesquisas técnico-científicas atualmente em desenvolvimento no CEMADEN, incluindo avaliação crítica sobre suas importâncias e aplicabilidade dos resultados obtidos nas atividades operacionais do Centro e seu grau de avanço. Produto 2 – Documento técnico propondo novas pesquisas e desenvolvimentos, visando complementar as pesquisas existentes e agregando novos conhecimentos necessários para subsidiar as atividades do CEMADEN. Produto 3 – Documento técnico contendo a descrição e análise das ferramentas de diagnóstico, monitoramento e previsão de desastres naturais utilizadas no CEMADEN, assim como aquelas em processo de desenvolvimento, incluindo seus respectivos cronogramas. Produto 4 – Documento técnico contendo uma análise das principais ferramentas de monitoramento e envio de alertas de desastres naturais em Centros mundiais similares ao CEMADEN e plano de possível implementação no CEMADEN.
7 - Local de Trabalho: Os locais sede dos trabalhos são os municípios de São José dos Campos/SP e Cachoeira Paulista/SP. Haverão portanto, atividades frequentes nestas duas localidades, demandando presença do consultor. O consultor deve também ter disponibilidade para viagens no território brasileiro no período em que durar o contrato, de modo a subsidiar a elaboração dos produtos requeridos.
8 - Duração do Contrato: 04 (seis) meses.
9 - Critérios para Avaliação dos Currículos - Análise do Currículo (100 Pontos):
Formação Acadêmica – 30 pontos
Experiência Profissional – 40 pontos
Entrevista – 30 pontos
Os interessados deverão encaminhar currículo até o dia 02 de maio de 2014 para o endereço: Esplanada dos Ministérios, Bloco "E", Sala 191, CEP: 70.067-900, Brasília/DF, indicando o número do edital e o perfil ao qual se candidata. Serão desconsiderados os currículos remetidos após a data limite indicada neste Edital. Este edital também publicado nos sites da UNESCO, em http://www.brasilia.unesco.org/vagasprojetos e do MCTI, em http://www.mcti.gov.br.
Em atenção às disposições do Decreto n.º 5.151, de 22 de julho de 2004, é vedada a contratação, a qualquer título, de servidores ativos da Administração Pública Federal, Estadual, do Distrito Federal ou Municipal, direta ou indireta, bem como empregados de suas subsidiárias ou controladas, no âmbito de acordos de cooperação técnica internacional, ressalvados os casos de professores universitários que, na forma da LDO, se encontrem submetidos a regime de trabalho que comporte o exercício de outra atividade e haja declaração do chefe imediato e do dirigente máximo do órgão de origem da inexistência de incompatibilidade de horários e de comprometimento das atividades atribuídas.
 

 

 

GABINETE DO MINISTRO
UNIDADE DE GERÊNCIA DE PROJETOS
AVISO DE PROCESSO SELETIVO
PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL
EDITAL Nº 34/2014


O Projeto 914BRZ2018 - MCTI/UNESCO seleciona consultor na modalidade por Produto com o seguinte perfil:
1 - Perfil: SEPED- Código 1/34/2014
2 - Nº de vagas: 1 (uma).
3 - Qualificação Educacional: Doutorado na área de Comunicação ou áreas afins. Inglês básico (leitura e escrita).
4- Experiência Profissional: Experiência mínima de 10 anos na coordenação de projetos na área de comunicação. Experiência de trabalho relevante na área de pesquisa em Comunicação de Riscos de Desastres Naturais.
5 - Atividades: 5.1 avaliação crítica sobre o atual sistema de alertas de riscos de desastres naturais do Realizar Cemaden, envolvendo desde sua elaboração, linguagem, automatização, mecanismos de disseminação e de acompanhamento da informação, assim como a sua decodificação e utilização pelo público-alvo. 5.2 Propor especificações técnicas para a concepção de material informativo, contemplando o papel e a dinâmica do Cemaden na gestão de riscos de desastres naturais com ênfase nos alertas. 5.3 Propor especificações técnicas para a concepção de um programa integrado de comunicação de riscos de desastres naturais para o Cemaden com foco nos alertas.
6 – Produtos: Produto 01 – Documento técnico observando as atividades descritas na Atividade 5.1 do item anterior, contendo a análise dos resultados de pesquisa qualitativa e quantitativa a ser aplicada ao público-alvo (defesas civis dos 821 municípios prioritários indicados no Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais - PNGRRD). Produto 02 - Documento técnico observando as atividades descritas na Atividade 5.2 do item anterior, contendo as especificações técnicas para a elaboração de material informativo sobre o papel do Cemaden na gestão de riscos de desastres naturais e a dinâmica da elaboração, disseminação e recepção dos alertas. Produto 03 - Documento técnico observando as atividades descritas na Atividade 5.3 do item anterior, contendo as especificações técnicas para a concepção de um programa integrado de comunicação de riscos de desastres naturais com foco nos alertas, considerando o contexto da Lei 9.608/12 e eventual aprovação do PLS 490/09.
7 - Local de Trabalho: Os trabalhos deverão ser executados em Cachoeira Paulista, SP, e/ou São José dos Campos, SP, e haverá a necessidade de viagens para outras Unidades Federativas onde serão realizadas atividades relacionadas aos produtos descritos no item 06 (Produtos ou Resultados Esperados).
8 - Duração do Contrato: 05 (cinco) meses.
9 - Critérios para Avaliação dos Currículos - Análise do Currículo (100 Pontos):
Formação Acadêmica – 30 pontos
Experiência Profissional – 40 pontos
Entrevista – 30 pontos
Os interessados deverão encaminhar currículo até o dia 02 de maio de 2014 para o endereço: Esplanada dos Ministérios, Bloco "E", Sala 191, CEP: 70.067-900, Brasília/DF, indicando o número do edital e o perfil ao qual se candidata. Serão desconsiderados os currículos remetidos após a data limite indicada neste Edital. Este edital também publicado nos sites da UNESCO, em http://www.brasilia.unesco.org/vagasprojetos e do MCTI, em http://www.mcti.gov.br.
Em atenção às disposições do Decreto n.º 5.151, de 22 de julho de 2004, é vedada a contratação, a qualquer título, de servidores ativos da Administração Pública Federal, Estadual, do Distrito Federal ou Municipal, direta ou indireta, bem como empregados de suas subsidiárias ou controladas, no âmbito de acordos de cooperação técnica internacional, ressalvados os casos de professores universitários que, na forma da LDO, se encontrem submetidos a regime de trabalho que comporte o exercício de outra atividade e haja declaração do chefe imediato e do dirigente máximo do órgão de origem da inexistência de incompatibilidade de horários e de comprometimento das atividades atribuídas.

 

 

GABINETE DO MINISTRO
UNIDADE DE GERÊNCIA DE PROJETOS
AVISO DE PROCESSO SELETIVO
PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL
EDITAL Nº 24/2014 Republicação 2ª Chamada


O Projeto 914BRZ2018 - MCTI/UNESCO seleciona consultor na modalidade por Produto com o seguinte perfil:
1 - Perfil: SETEC- Código 2/24/2014
2 - Nº de vagas: 1 (uma).
3 - Qualificação Educacional: Graduação nas áreas de Engenharia, Estatística, Matemática, Computação, Física, Administração ou Economia. Português - Nível avançado em interpretação e redação e Inglês – Nível intermediário de leitura e compreensão de textos.
4- Experiência Profissional: Experiência na elaboração ou aplicação de metodologias para avaliação de políticas públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação, elaboração de diagnósticos, de análises e acompanhamento de projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação nacionais ou internacionais e planejamento estratégico. Desejável experiência na articulação de projetos cooperativos entre ICT e empresas. Ter no mínimo 24 (vinte e quatro) meses de experiência.
5 - Atividades: 1. Reunião do consultor com a equipe técnica da Coordenação Geral de Serviços Tecnológicos da SETEC/MCTI em Brasília/DF responsável pelo Programa SIBRATEC. A pauta desta reunião será a apresentação do escopo do Projeto e seus objetivos, assim como o contato com seus interlocutores; 2. Descrição da metodologia a ser aplicada e definição do cronograma de atividades a serem realizadas pelo consultor para execução deste Projeto; 3. Elaboração da metodologia para identificação e avaliação do perfil dos fabricantes e seu mercado em determinado segmento industrial; 4. Elaboração de metodologia para identificação e avaliação do perfil das ICT para desenvolver projetos cooperativos de inovação com empresas em determinado segmento industrial.
6 – Produtos: PRODUTO 1 – Documento de planejamento do Projeto, contendo: a) Síntese dos documentos recebidos da Coordenação do SIBRATEC do MCTI; b) Recomendações recebidas da Coordenação do SIBRATEC no MCTI; c) Bibliografia a ser utilizada para o desenvolvimento dos produtos 2 e 3; d) Estratégia para o desenvolvimento dos produtos 2 e 3. O Documento concluído deste Produto deve ser entregue em duas cópias impressas encadernadas ao Coordenador Geral de Serviços Tecnológicos da SETEC/MCTI, junto com uma cópia em arquivo digital aberto como, por exemplo, no formato Word. Prazo de execução: 20 dias após a assinatura do contrato. PRODUTO 2 – Documento de metodologia para identificação e avaliação do perfil dos fabricantes e seu mercado de determinado segmento industrial, contemplando: a) O objetivo, escopo, abrangência e âmbito de aplicação da metodologia; b) A representatividade no mercado dos fabricantes no segmento industrial; c) O porte dos fabricantes e sua significância econômica para o mercado; d) A relevância tecnológica dos produtos e sua aderência e alinhamento a políticas de governo; e) A competência tecnológica dos fabricantes no desenvolvimento dos produtos; f) A representatividade de organização dos fabricantes em entidades de classe; g) O empenho e expectativas dos fabricantes em realizar parcerias com ICT; h) A classificação da viabilidade dos fabricantes realizarem parcerias com ICT em seu segmento industrial. O Documento concluído deste Produto deve ser entregue em duas cópias impressas encadernadas ao Coordenador Geral de Serviços Tecnológicos da SETEC/MCTI, junto com uma cópia em arquivo digital aberto como, por exemplo, no formato Word. PRODUTO 3 – Documento de metodologia para identificação e avaliação do perfil das ICT para desenvolver projetos cooperativos de inovação com empresas de determinado segmento industrial, contemplando: a) O objetivo, escopo, abrangência e âmbito de aplicação da metodologia; b) A representatividade, abrangência e âmbito de atuação das ICT no segmento industrial; c) A capacidade das ICT na prospecção, captação e negociação de projetos cooperativos; d) A competência das ICT no planejamento e gestão de projetos cooperativos; e) A capacidade da infraestrutura técnica das ICT para execução dos projetos cooperativos; f) A experiência das ICT na execução de projetos cooperativos e incorporação de seus resultados; g) A interação das ICT para realizar projetos conjuntos com outras ICT; h) A classificação da viabilidade das ICT em realizar parcerias com empresas do segmento industrial. O Documento concluído deste Produto deve ser entregue em duas cópias impressas encadernadas ao Coordenador Geral de Serviços Tecnológicos da SETEC/MCTI, junto com uma cópia em arquivo digital aberto como, por exemplo, no formato Word.
7 - Local de Trabalho: Não é necessário que o consultor resida em Brasília, porém deverá ter disponibilidade para viagens no território brasileiro durante o período de vigência do contrato.
8 - Duração do Contrato: 05 (cinco) meses.
9 - Critérios para Avaliação dos Currículos - Análise do Currículo (100 Pontos):
Formação Acadêmica – 25 pontos
Experiência Profissional – 45 pontos
Entrevista – 30 pontos
Os interessados deverão encaminhar currículo até o dia 15 de maio de 2014 para o endereço: Esplanada dos Ministérios, Bloco "E", Sala 191, CEP: 70.067-900, Brasília/DF, indicando o número do edital e o perfil ao qual se candidata. Serão desconsiderados os currículos remetidos após a data limite indicada neste Edital. Este edital também publicado nos sites da UNESCO, em http://www.brasilia.unesco.org/vagasprojetos e do MCTI, em http://www.mcti.gov.br.
Em atenção às disposições do Decreto n.º 5.151, de 22 de julho de 2004, é vedada a contratação, a qualquer título, de servidores ativos da Administração Pública Federal, Estadual, do Distrito Federal ou Municipal, direta ou indireta, bem como empregados de suas subsidiárias ou controladas, no âmbito de acordos de cooperação técnica internacional, ressalvados os casos de professores universitários que, na forma da LDO, se encontrem submetidos a regime de trabalho que comporte o exercício de outra atividade e haja declaração do chefe imediato e do dirigente máximo do órgão de origem da inexistência de incompatibilidade de horários e de comprometimento das atividades atribuídas.

Tuesday, April 29, 2014

Opportunity: Senior Offshore Surveyor

Opportunity: Senior Offshore Surveyor

 

Company: InterMoor do Brasil (www.intermoor.com)

Mention in Subject: Senior Offshore Surveyor

Send Resumes to: hr.brazil@intermoor.com

We will not accept resumes without salary requirements

 

Fluency in English is necessary;

 

Senior Surveyor required for Surface and Subsea positioning contracts

 

Education: Oceanographer, Cartographic Engineer, Geomatic Technician, Electronic Technician

 

Experience: more than 2 years of experience

 

Benefits:

- Supermarket tickets (R$ 18,00/day);

-  Life Insurance;

- Medical Assistance Bradesco Saúde;

- Dental Plan Bradesco Saúde;

- Retirement Plan BrasilPrev;

 

Activities:

 

The Senior Offshore Surveyor is one of the members of the survey team and will have responsibility for the correct operation of survey equipment, survey sensors and on line survey software on offshore projects, and to ensure collection of data is according to defined specifications purposes for the survey project.

 

Specific Knowledge:

 

·         Ability to generate reports and quality control of information

·         Land Survey experience also preferred;

·         Surface systems experience to include numerous GPS systems, Online Offline acquisition / processing software packages and a working knowledge of Geodetics

·         Good working knowledge in various calibration techniques essential

·         Experience in ROV support operations including pipeline and general construction support work preferred

·         LBL/USBL/Metrology and general acoustics essential

·         Availability to work embedded in national and international projects

 

General Knowledge:

 

·         To Install and operate the survey positioning and navigation equipment, fully understand and set up the equipment to operate.

·         To calibrate the survey positioning equipment, gyro compass and tracking equipment prior to the commencement of a survey. To document such calibrations according to the quality procedures.

·         To be responsible for obtaining and checking the required geodetic parameters in which the survey is to be performed.

·         To maintain a detailed survey log of events, including line logs, and other logs as directed by the Party chief.

·         To compile navigation records for the Survey report and its appendices.

·         To ensure that all navigation data is fully backed up to disk in duplicate, and that no survey data is left on the computers upon demobilisation.

·         Actively participates in Operations, Quality Assurance and HSE group meetings

 

 

Energia solar: 60 indústrias alemãs interessadas no CE

19.04.2014

O objetivo dos alemães é beneficiar o silício existente em terras cearenses e produzir placas fotovoltaicas

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A Alemanha possui a segunda maior indústria fotovoltaica do mundo

FOTO: DIVULGAÇÃO

Cerca de 60 indústrias alemãs estão interessadas em gerar energia solar no Ceará. Em missão ao país europeu, a Federação das Indústrias do Estado (Fiec) entrou em contato com os possíveis investidores, que estão em busca de parcerias com empresários locais para empreendimentos binacionais. No mês que vem, quatro autoridades do estado alemão de Renânia do Norte-Vestfália visitarão o Ceará para ver as condições existentes por aqui para investimentos no setor.

O superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN), ligado à Fiec, Eduardo Bezerra, esteve na cidade de Düsseldorf, onde conversou com os possíveis investidores. "Eles estão interessados em entrar no Ceará, mas isso, obviamente, vai depender das negociações com o governo estadual e com empresários locais, porque é interessante para eles construir empreendimentos binacionais", explica.

O superintendente destaca que a Alemanha possui a segunda maior indústria fotovoltaica do mundo, atrás somente da chinesa. O objetivo dos alemães no Estado seria tanto construir usinas produtoras de energia dos ventos, como beneficiar o silício existente em terras cearenses e produzir placas fotovoltaicas. "Os Estados Unidos têm o Vale do Silício, onde a terra tem o preço mais elevado lá. Nós temos, no Brasil, dois 'vales do silício', em Minas Gerais e no Ceará. Nós pisamos em cima de silício que não está explorado. E os alemães querem vir para construir indústria e processar este silício", informa.

Pesquisas

Segundo Bezerra, o Ceará já trabalha em pesquisas na área de energia solar, realizadas na Universidade Estadual do Ceará (Uece) e no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), da Fiec. Ele também acrescenta que o Brasil domina o processo de beneficiamento do minério para produção de placas fotovoltaicas, através da Universidade de São Paulo (USP). "Então, temos tecnologia nacional e não dependemos de pagamento de royalties para purificar o silício", destaca.

As quatro autoridades alemãs que chegarão ao Estado conhecerão as condições locais para investimentos na atividade de energia solar e se reunirão com as lideranças da Fiec, entrando em contato com os trabalhos que já vêm sendo feitos pela Uece e Senai. "Quando eles vierem, vamos misturar tudo. Ninguém vai ficar separado".

Em relação ao porte dos empreendimentos planejados pelos investidores, Bezerra afirma que há investimentos de todos os tamanhos. "Hoje, existe uma tendência de que micro unidades solares são preferíveis às grandes. A experiência de Tauá (usina solar da Eneva, de um megawatt e com projeto para ampliação para até 50 MW) tende a não ser mais multiplicado. O que se quer é placa solar pra colocar no teto de uma casa, no prédio de escritório, numa fábrica, na iluminação de vias", esclarece superintendente do CIN.

Aprovados para instalação

Quatro novos empreendimentos de energia solar deverão ser instalados no Ceará. Os empreendedores já formalizaram o interesse por meio da assinatura de protocolos de intenção com Governo do Estado, no ano passado, e têm dois anos para iniciar as obras dos projetos. O valor do investimento dos quatro juntos chega a R$ 807,2 milhões e a geração de empregos poderá chegar a 645 vagas.

Os projetos estão planejados para os municípios de Eusébio, Amontada, São Gonçalo do Amarante e Jaguaribara.

Para estes dois últimos, estão previstos projetos para geração de energia fotovoltaica. Para São Gonçalo do Amarante, a usina deverá contar com recursos de R$ 210 milhões para sua instalação e, para Jaguaribara, a unidade estima um investimento de R$ 550 milhões, o maior entre os quatro projetos.

Ambos os empreendimentos, contudo, têm baixa geração de empregos, sendo dez no primeiro e 25 no segundo. Os outros dois projetos são para construção de fábricas de painéis fotovoltaicos. No do Eusébio, são R$ 19 milhões previstos e a geração de 170 empregos. No de Amontada, R$ 28,2 milhões e 440 postos de trabalho.

Atualmente, o Ceará possui uma usina de geração de energia solar, instalada em Tauá, da empresa Eneva (ex-MPX, de Eike Batista). O empreendimento tem capacidade de produção de um megawatt (MW) e projeção para expandir até 50 MW.

Fundo de incentivo

Com o objetivo de reforçar a cadeia de energia solar no Ceará, o governo estadual planeja rever o seu Fundo de Incentivo à Energia Solar (Fies), que previa incentivos para o setor, mas que não vem sendo utilizado.

O diretor de Atração de Investimento da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), Cláudio Frota, explica que o fundo, nos atuais moldes, cobre a diferença entre o custo da produção da energia solar e do valor pago pelo mercado por essa energia.

"Como o Fies tem pouco recurso e temos uma geração pequena, estamos pensando de uma outra forma: incentivar a pesquisa e os fabricantes de equipamentos para a energia. Se derrubarmos o preço do investimento, o preço da geração cai", explica o diretor da Adece.

Sérgio de Sousa
Repórter

 

Lixo extraordinário: como o FGTS vai ajudar o BTG

Lixo extraordinário: como o FGTS vai ajudar o BTG

 

O banco comandado por André Esteves é ao mesmo tempo credor e acionista da Estre, a maior empresa privada de coleta e tratamento de lixo do País.

Estima-se no mercado que o BTG tenha R$ 400 milhões investidos nas ações da empresa e mais R$ 600 milhões emprestados à Estre, comandada pelo empresário Wilson Quintella.

A dívida da Estre chega hoje a R$ 1,7 bilhão, o que equivale a mais ou menos um ano de seu faturamento. Assim, os recursos do FGTS vão dar um alívio ao balanço da empresa, deixando credores como o BTG mais tranquilos.

Em outubro de 2011, o BTG comprou uma fatia de 20,9% na Estre, que tem investido muito para consolidar o setor de gestão de resíduos sólidos no Brasil. Nos últimos anos, a Estre já comprou as empresas Resicontrol, Cavo (do grupo Camargo Corrêa), Itaboraí, Soma, Viva Ambiental, e Geo Vision, além de uma participação de 11% na companhia americana Star Atlantic Waste Holdings.

Quintella quer que a Estre esteja entre as cinco maiores empresas do mundo no segmento de resíduos sólidos, com um faturamento em torno de R$ 5 bilhões até 2016. O preço dessa ambição estratégica tem sido um aumento no endividamento.

A Estre é apenas uma das 31 empresas que o BTG controla ou nas quais tem participação minoritária, seja com capital próprio ou com recursos de terceiros, por meio de seus fundos de private equity. Duas dessas empresas estão precisando de nova injeção de capital, como já comentamos aqui. No Banco Pan, que pertencia a Silvio Santos, o BTG . Já a rede de drogarias Brasil Pharma anunciou que vai aumentar seu capital em até R$ 375 milhões, mas

Por Geraldo Samor

 

 

Friday, April 25, 2014

Fundo do FGTS investirá meio bilhão no lixo

Maria Luiza Filgueiras

QUINTELLA, DA ESTRE: empresa receberá meio bilhão de reais

O fundo de investimento do FGTS (FI–FGTS) vai investir 500 milhões de reais na Estre, maior empresa privada de coleta e tratamento de lixo do país. O dinheiro vai ser aplicado em projetos de geração de energia e reciclagem. A Estre tem como sócios o empresário Wilson Quintella e fundos do banco BTG e da gestora Angra Infraestrutura. Em paralelo à negociação com o FI-FGTS, os sócios têm se dedicado a procurar uma solução para a dívida de 1,7 bilhão de reais, que equivale ao faturamento anual da empresa. A Estre tenta levantar 400 milhões de reais com a venda de dois terrenos em São Paulo e a venda de sua participação na empresa de saneamento Essencis. Procurados, Estre e FI-FGTS confirmaram a negociação, mas disseram que o negócio ainda não foi fechado.

 

http://exame.abril.com.br/blogs/primeiro-lugar/2014/04/24/fundo-do-fgts-investira-meio-bilhao-no-lixo/

Thursday, April 17, 2014

GE JENBACHER ENGINES FOR 4.2 MW LANDFILL GAS-TO-ENERGY PROJECT IN SAO PAULO, BRAZIL

15 April 2014

By Ben Messenger 
Managing Editor

 

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GE is set to commission three 1.4 MW Jenbacher gas engines to a 4.2 MW landfill gas-to-energy project in São Paulo, Brazil.

According to GE’s Distributed Power business (NYSE: GE), once the facility begins commercial operation in May, it will be the first energy recovery project at a landfill site operated by Brazilian waste management firm, Estre Ambiental.

GE said that the project in Guatapara City, São Paulo has the potential to be expanded to 10 MW in the next five years and that in its current configuration may produce enough energy to support about 13,000 average Brazilian homes.

The engine manufacturer added that Estre Ambiental landfill project could reduce the equivalent of about 70,000 tons (63,500 tonnes) of CO2 emissions into the atmosphere.

According to the company this will support the initiatives of the Brazilian government to increase the production of electricity from renewable sources and may reduce the country’s greenhouse gas emissions by between 36.1% and 38.9% from projected amounts in 2020.

“This project will support São Paulo and Brazil’s goals to increase the production of renewable and alternative, distributed power within the state and country,” commented said Alexandre Alvim, director, waste-to-energy and business development at Estre Ambiental.

GE also recently launched its Distributed Power business in Latin America , which is based in Mexico City.

http://www.waste-management-world.com/articles/2014/04/ge-jenbacher-engines-for-4-2-mw-landfill-gas-to-energy-project-in-sao-paulo-brazil.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+WasteManagementWorld-AllArticles+%28Waste+Management+World+-+All+Articles%29

 

Thursday, January 16, 2014

Estado de MG terá mais uma usina térmica

Estado terá mais uma usina térmica

 

Minas Gerais deverá receber neste ano mais uma usina térmica de produção de gás a partir de resíduos sólidos. O projeto, que será o terceiro a ser implementado na América Latina com esse perfil, será no Norte do Estado. A responsável pelo empreendimento será a Innova Energias Renováveis, mesma empresa que realizou empreendimento idêntico em Boa Esperança, no Sul de Minas, no ano passado.

O objetivo é de aproveitar resíduos sólidos gerados na cidade para transformá-los em gás, que moverá a usina. A ideia é processar cerca de 50 toneladas de lixo urbano por dia, capazes de alcançar uma geração de 8 mil megawatts por ano. O aporte necessário será de, aproximadamente, R$ 20 milhões.

Segundo o sócio-diretor da Innova, Fernando Melo, a ideia é de fazer o projeto em regime de parceria público-privada (PPP). "Estamos em discussão de como será o processo. Porque prefeituras de interior não têm recursos suficientes para arcar com esses custos", afirma.

O nome da cidade ainda não está sendo divulgado por questões estratégicas. Mas o que foi adiantado ao DIÁRIO DO COMÉRCIO é que será em um município do Norte do Estado, com cerca de 100 mil habitantes, e que tem como principal vocação empresarial o comércio.

O fato é que já está fechado com a prefeitura que o projeto será efetivado. O Executivo local está fechando o edital para a abertura do certame para a escolha da empresa parceira. A vencedora irá arcar com os custos para a construção da usina e, em troca, receberá da prefeitura o valor mensal que ela pagaria para tratamento do lixo da cidade.

A mesma empresa já havia realizado um projeto com o mesmo perfil na cidade de Boa Esperança, no Sul de Minas. Ela foi a primeira usina movida a gás vindos de resíduos sólidos a ser construída na América Latina e foi implementada por meio de uma parceria com Furnas Centrais Elétricas S.A, que arcou com os custos.

No primeiro empreendimento, foram aportados R$ 21,5 milhões. A instalação foi ao lado do lote onde são depositados os lixos do município. Por isso, inicialmente, será utilizado o resíduo presente nessa área. Depois, quando ela estiver toda limpa, a empresa utilizará o insumo vindo das moradias, que será entregue na planta pelos caminhões de lixo do município. Futuramente, ela passará a buscar insumos em cidades vizinhas. A planta irá gerar 75 empregos diretos e 140 indiretos.

Outra usina com o mesmo perfil que ficará pronta em breve é no Nordeste do Brasil. Os três empreendimentos são alguns exemplos de negócios que a Innova, inaugurada em 2011, tem prospectado no país. O grupo possui ainda algumas iniciativas na geração de energia solar e eólica. Para Melo, a implantação dos novos projetos poderá gerar um faturamento cerca de 300% maior ao alcançado em 2013.

 

http://www.diariodocomercio.com.br/noticia.php?tit=estado_tera_mais_uma_usina_termica&id=128794

Tuesday, January 7, 2014

The Clean Energy Economy in Three Charts

The Clean Energy Economy in Three Charts

Over the last five years, American inventors and investors have delivered significant progress in developing and deploying key clean energy technologies, supported by Administration policies.  Electricity production from solar and wind has doubled.  Our cars and trucks go further on a gallon of gasoline, saving families money at the pump.  And in 2012, U.S. carbon pollution fell to its lowest level in nearly 20 years. The simple fact is that key clean energy technology costs are continuing to come down, and these technologies are producing more American energy than ever before.  

Wind Energy

In 2012, wind was America’s largest source of new electricity generation capacity, accounting for 43 percent of all new installations. Altogether the United States has deployed about 60 gigawatts of wind power — enough to power 15 million homes. This growth in wind deployment has spurred more U.S. manufacturing.  A recent DOE wind market report estimates 72 percent of the wind turbine equipment installed in the United States last year was made by domestic manufacturers, nearly tripling from 25 percent in 2006-2007. And according to the American Wind Energy Association, by 2012 there were well over 80,000 workers employed in wind-related jobs in the U.S. 

Supported by Administration investments, generation of electricity from wind and solar has more than doubled, and the costs of solar and wind technologies have come down significantly.  

Solar Energy

Since 2008, the price of solar panels has fallen by 75 percent, and solar installations have increased by a factor of 13. Administration support has helped to launch some largest solar projects in the world, and renewable energy permitting on federal lands has gone from virtually zero to nearly 50 approved solar, wind and geothermal utility-scale projects on public lands, since 2009, including associated transmission corridors and infrastructure to connect to established power grids. When built, these projects add up to more than 13,300 megawatts – enough energy to power 4.6 million homes and support more than 19,000 construction and operations jobs.

Better Vehicles

Thanks to Administration investments and fuel economy standards, we have a more fuel-efficient vehicle fleet that will continue to improve. As a result, families are saving money at the pump and we’re using less and less gasoline. Taken together, the standards the Administration has proposed to date span model years 2011 to 2025, and they represent the toughest fuel economy standards in history. Under these new standards, average fuel efficiency for cars and trucks will nearly double, reaching an average performance equivalent of nearly 55 miles per gallon by 2025.

In fact, we are already seeing more efficient cars and trucks roll off the assembly line thanks in part to these standards. Five years ago, Chrysler didn’t have any vehicles delivering 30 mpg; now they make a half dozen. Last year, Ford offered a record-setting 8 models that are expected to deliver 40 mpg or higher. And in 2012, General Motors sold more than 1 million vehicles that get 30 mpg or better.

These trends in fuel efficiency will continue and, when the Administration’s fuel economy standards are fully implemented, the average driver will save more than $8,000 at the pump. When the standards take full effect in 2025, they will reduce oil imports by 2.2 million barrels per day and cut carbon pollution by 6 billion metric tons, which is roughly equivalent to all emissions from the United States last year.

In addition to improved fuel economy, the advanced vehicles are gaining traction. For example, during the first eleven months of 2013, Americans bought more than 87,000 plug-in electric vehicles (PEVs), nearly twice as many as sold during the same period in 2012, and the number of PEV’s on the road surpassed 100,000 for the first time. In fact, the market for plug-in electric vehicles has grown much faster than the early market for hybrids. And prices are falling and export markets are opening up. Since 2008, the cost of electric vehicle batteries – which really drive the economics of EVs – has dropped by 50 percent.

Conclusion

The United States has made great strides in clean energy over the last five years. And at the same time, we are producing more oil and more natural gas, even as we reduce carbon pollution. More clean energy. Greater energy security. Less carbon pollution. Those are the facts. 

Dan Utech is Director for Energy and Climate Change at the White House Domestic Policy Council

 

 

Monday, January 6, 2014

Biogás busca mais destaque como alternativa energética

Biogás busca mais destaque como alternativa energética

O sucesso das usinas eólicas no Brasil, iniciando praticamente do zero na década passada e se tornando uma das fontes mais competitivas do País atualmente, serve de inspiração para muitas outras gerações de energias renováveis. Entre as quais está o biogás que, além de se promover como um recurso energético (energia elétrica, térmica ou combustível veicular), é tido como uma solução ambientalmente correta para rejeitos orgânicos (como dejetos suínos, de aves ou até mesmo lixo urbano).

Ainda de forma tímida, mas contínua, algumas experiências estão sendo desenvolvidas nessa área no País. No Rio Grande do Sul existe, por exemplo, há o projeto de biogás do Consórcio Verde-Brasil, formado pelas empresas Ecocitrus e Naturovos, que conta com o apoio da Sulgás. A partir de dejetos de aves poedeiras e de resíduos agroindustriais, essas companhias abastecem, em Montenegro, uma planta com capacidade para produzir até 5 mil metros cúbicos ao dia de biometano, e há planos para atingir cerca de 20 mil metros cúbicos diários em meados de 2014.

Já a empresa Eco Conceitos participa, no município catarinense de Pomerode, de um projeto-piloto envolvendo parceiros nacionais e alemães, como a companhia Archea. Em fevereiro, entrará em operação uma usina de biogás que utilizará como combustível, em um primeiro momento, dejetos suínos. A tecnologia empregada na unidade é de origem germânica, levando em consideração as características brasileiras. O diretor da Eco Conceitos Ércio Kriek explica que a meta é comprovar a viabilidade da tecnologia para comercializá-la posteriormente. "Nós acreditamos na viabilidade do biogás, só queremos provar isso para quem é cético", afirma o empresário. Outro objetivo é transformar o complexo em um centro de pesquisa.

O dirigente reitera que o desafio será desfazer qualquer imagem negativa quanto a empreendimentos de usinas de biodigestão que não foram bem-sucedidos no passado. O complexo poderá gerar energia elétrica e térmica, assim como gás natural veicular (GNV). E o material orgânico que sobrar depois do processo será destinado à compostagem (fertilizante). A capacidade da planta, dependendo dos substratos (sobras) usados, pode chegar até 100 a 150 metros cúbicos de biogás por hora. A iniciativa absorveu um investimento de aproximadamente EUR 250 mil.

Outro empreendimento de biogás, mas de maior porte, está sendo desenvolvido no Paraná, na cidade de Entre Rios do Oeste, que possui cerca de 4 mil habitantes. O município pretende tornar-se autossuficiente em energia elétrica, térmica e automotiva, com base na produção do biogás. Depois de três anos de estudos, o projeto de saneamento de Entre Rios do Oeste, que prevê o aproveitamento dos dejetos de animais e dos esgotos urbanos para produção de biogás, recebeu sinal verde da diretoria de Energia da Copel para ter a sua primeira fase financiada pelo Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O projeto, realizado pela Plataforma de Energias Renováveis de Itaipu e Copel, deverá ser executado pela prefeitura em 2014 e vai receber R$ 14 milhões em recursos para a implantação da primeira etapa. Essa parte compreende 63 das 93 propriedades rurais produtoras de suínos e gado de leite localizadas no município. Essas propriedades podem produzir cerca de 12 mil metros cúbicos de biogás por dia, suficientes para gerar energia elétrica para atender toda a demanda dos prédios públicos municipais, incluindo as escolas, e suprir a iluminação pública. Haverá ainda uma sobra de 44% deste volume, que será utilizada para abastecer com energia térmica a maior olaria do município, substituindo o uso de lenha, cada vez mais escassa. Uma autarquia municipal ficará responsável pela implantação e fiscalização das obras e ainda pelo gerenciamento das energias geradas no projeto.

Empreendedores buscam maior apoio governamental ao setor

Apesar do entusiasmo dos defensores do biogás, esses investidores sabem que há um longo caminho a ser percorrido para que o setor se consolide no País. Entre as reivindicações para que se facilite a propagação de projetos dessa área está a definição de regras claras e de incentivos para o segmento. A dúvida do setor é saber quanto tempo levará esse processo.

O consultor da MT-Energie Tecnologia do Biogás e presidente da Associação Brasileira de Biogás e Metano (ABBM), Mario Coelho, acredita que ainda irá demorar até se formatar um marco regulatório que determine as diretrizes do setor. "Mas, a nossa meta é que em quatro anos se tenha resolvido esse ponto", comenta o dirigente. Coelho acrescenta que quando alguém decidir investir em biogás, esse empreendedor precisa saber como fazer a comercialização, se existe incentivo ou não e que impostos incidem. No entanto, Coelho reitera que essas iniciativas levam tempo no Brasil.

O presidente da ABBM recorda que o plano nacional de resíduos sólidos esperou mais de 20 anos até ser aprovado no Congresso. Outro ponto ressaltado é que o biogás pode substituir o gás natural ou de cozinha, pode produzir energia elétrica, se tornar combustível veicular, entre outros aproveitamentos. O biogás também pode trazer mais segurança na geração de energia elétrica, por ser mais fácil de realizar uma previsão quanto à capacidade de produção.

Ércio Kriek, diretor da Eco Conceitos, concorda que para um melhor desenvolvimento do biogás no Brasil, falta uma política do governo pensando no benefícios que essa fonte pode trazer. O empresário salienta que, além de ser uma opção energética, a produção de biogás acaba sendo uma solução ambiental quanto aos rejeitos, tanto de origem animal, como resíduos sólidos urbanos (a parte orgânica). "O governo deveria, pelo menos, desonerar, tentar fazer com que a carga tributária fosse menor para viabilizar mais projetos", sugere Kriek. O dirigente acrescenta que seria adequado facilitar e agilizar os trâmites como os relativos a licenciamentos ambientais ou quanto à transformação do biogás em energia elétrica.