Engenheiro Ambiental - SBC-SP
Empresa multinacional do segmento automotivo em forte crescimento no mercado brasileiro.
Descrição da vaga
· Assegurar o cumprimento de legislação e normas técnicas em Meio Ambiente, nas plantas da região;
· Padronizar e assegurar que sejam realizadas todas as medições técnicas necessárias para as plantas da região;
· Investigar e traçar ações corretivas para não-conformidades e incidentes ambientais;
· Garantir a melhoria contínua em meio ambiente, nas plantas da região;
· Padronizar procedimentos em meio ambiente;
· Analisar e controlar o andamento de ações relacionadas às observações em meio ambiente, realizadas pelos colaboradores da região;
· Prestar suporte técnico em processos trabalhistas e perícias em meio ambiente, nas plantas da região;
· Formular e consolidar relatórios técnicos em meio ambiente;
· Gerenciar indicadores de performance em meio ambiente;
· Cumprir todos os requisitos da OHSAS 18001;
· Cumprir todos os requisitos da ISSO 14001;
· Coordenar descontaminação de áreas, quando houver;
· Seguir todos os requerimentos em saúde, segurança, ergonomia e meio ambiente definidos em instruções de trabalho e/ou comunicadas em treinamentos;
· Seguir todos os controles operacionais para prevenção de emergências;
· Reportar todos os acidentes, doenças ocupacionais e emergências;
· Cumprir com os requerimentos do BOS;
Perfil desejado
· Formação em Engenharia Ambiental;
· Inglês avançado;
· Experiência em metodologias de análise em Meio Ambiente;
· Conhecimento em ISO 14001;
· Domínio do pacote Office;
· Perfil pessoal: analítico, trabalho em equipe, bom relacionamento interpessoal, ótima comunicação, foco no cliente, iniciativa.
Os interessados deverão enviar currículo somente em formato Microsoft WORD, com pretensão salarial, para hugo.liguori@roberthalf.com.br, indicando no campo assunto o nome da vaga.
Tuesday, August 31, 2010
LARGEST LANDFILLS - US
LARGEST LANDFILLS
Top 10 Largest Landfills
By tonnage received in 2008
Rank Landfill/Location Owner/Operator 2008 Tonnage
1 Apex Regional
Las Vegas, Nev. Republic Services Inc. 3,199,653
2 Puente Hills
Whittier, Calif. Los Angeles County 3,149,906
3 Newton County Landfill Partnership
Brook, Ind. Allied Waste Industries Inc. 2,926,489
4 Okeechobee
Okeechobee, Fla. Waste Management Inc. 2,640,000
5 Atlantic Waste
Waverly, Va. Waste Management Inc. 2,318,471
6 Rumpke Sanitary
Colerain Township, Ohio Rumpke Consolidated Cos. Inc. 2,174,660
7 Pine Tree Acres
Lenox, Mich. Pine Tree Acres Inc. 2,142,348
8 El Sobrante
Corona, Calif. Waste Management Inc. 2,104,362
9 Veolia Orchard Hills
Davis Junction, Ill. Veolia Environmental Services 2,084,445
10 Denver Arapahoe Disposal Site
Aurora, Colo. City and County of Denver 1,946,126
SOURCE: State environmental agencies, staff research.
NOTE: Some totals are estimated or from previous years.
Top 10 Largest Landfills
By tonnage received in 2008
Rank Landfill/Location Owner/Operator 2008 Tonnage
1 Apex Regional
Las Vegas, Nev. Republic Services Inc. 3,199,653
2 Puente Hills
Whittier, Calif. Los Angeles County 3,149,906
3 Newton County Landfill Partnership
Brook, Ind. Allied Waste Industries Inc. 2,926,489
4 Okeechobee
Okeechobee, Fla. Waste Management Inc. 2,640,000
5 Atlantic Waste
Waverly, Va. Waste Management Inc. 2,318,471
6 Rumpke Sanitary
Colerain Township, Ohio Rumpke Consolidated Cos. Inc. 2,174,660
7 Pine Tree Acres
Lenox, Mich. Pine Tree Acres Inc. 2,142,348
8 El Sobrante
Corona, Calif. Waste Management Inc. 2,104,362
9 Veolia Orchard Hills
Davis Junction, Ill. Veolia Environmental Services 2,084,445
10 Denver Arapahoe Disposal Site
Aurora, Colo. City and County of Denver 1,946,126
SOURCE: State environmental agencies, staff research.
NOTE: Some totals are estimated or from previous years.
Homem já 'come' quase metade da Terra
á pouco para comemorar no Dia Mundial do Meio Ambiente, apesar dos esforços de pesquisa e conscientização que marcaram as últimas décadas. Retórica à parte, o chamado desenvolvimento sustentável continua distante da prática: de fato, as estimativas mais recentes indicam que a humanidade nunca viveu de forma menos sustentável. As mais de 6 bilhões de pessoas monopolizam hoje 45% de toda a matéria viva produzida em terra firme - e nada indica que essa taxa esteja parando de crescer.
O cálculo, feito por pesquisadores como o americano Paul Ehrlich, da Universidade Stanford, e Stuart Pimm, da Universidade Duke (ambas nos Estados Unidos), é o mais abrangente possível. Os estudos se baseiam numa medição da produtividade primária - a massa viva produzida pelas plantas a cada ano. As plantas usam a luz solar e o gás carbônico do ar para produzir seu próprio alimento e, assim, construir seu organismo. (É o processo conhecido como fotossíntese.) Todos os animais dependem direta ou indiretamente das plantas para viver; por isso, a produtividade delas dá uma medida clara do funcionamento de um determinado ambiente.
Os cientistas costumam comparar esse processo ao rendimento de juros em um banco: as plantas que estão fazendo fotossíntese já têm sua própria massa (o equivalente ao dinheiro investido) e passam a aumentá-la. Examinando fatores como a área plantada com alimentos no mundo, as fatias de terra destinadas a pastos e as regiões florestais que são exploradas comercialmente ou para subsistência, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a humanidade se apropria de 45% da produtividade primária da Terra. Ou seja, o homem gasta quase metade do "rendimento em juros" das formas de vida terrestres. Números parecidos são encontrados nos rios e mares do planeta.
O número já é impressionante por si só, mas o grande problema é que as enormes demandas por matérias-primas e energia das sociedades modernas podem muito bem fazer com que a humanidade gaste todos os rendimentos da Terra e ainda por cima entre no cheque especial, por assim dizer. Na verdade, isso só não aconteceu ainda porque a maior parte das pessoas não tem o mesmo padrão de consumo que o do cidadão médio dos Estados Unidos, por exemplo. Se, por um passe de mágica, todos os 6 bilhões de seres humanos pudessem consumir bens no mesmo patamar dos americanos, só a produtividade primária de cinco Terras poderia saciá-los.
É claro que o avanço tecnológico tem permitido sustentar cada vez mais gente de forma cada vez mais eficiente, mas não há o menor sinal de que uma solução tecnológica, sozinha, será capaz de evitar uma catástrofe caso o padrão mundial de consumo continue a crescer no ritmo atual. O correto seria evitar o crescimento dos padrões de consumo.
À primeira vista isso pode parecer absurdo num mundo com tantos milhões de famintos e pobres, mas a voracidade humana, mesmo quando bem-intencionada, pode ser um tiro pela culatra. Quando se usa em excesso a produtividade primária de um ambiente - um pasto com bois além da conta, por exemplo -, a tendência é que surjam fenômenos como a desertificação e o empobrecimento do solo. Mais que isso: os cientistas estão descobrindo que os ecossistemas naturais - como florestas ou savanas, não utilizados para o plantio ou a criação de animais - são prestadores de serviços quase inestimáveis, sem os quais a pobreza extrema ou mesmo desastres são inevitáveis.
Serviços essenciais ameaçados - São os chamados serviços ambientais, um conceito relativamente novo, mas que define de forma clara por que a destruição completa de ecossistemas representa um risco para as sociedades humanas.
A parcela mais óbvia dos serviços ambientais é a do consumo humano direto - na forma de madeira florestal ou de frutos do mar, por exemplo, os quais são esmagadoramente oriundos de ambientes selvagens, e não da aqüicultura. Mas os serviços ambientais vão muito além disso. Praticamente nenhum lavoura humana é capaz de sobreviver sem a ação dos insetos polinizadores, como as abelhas (muitas delas de espécies selvagens), sem os quais as plantas não podem produzir fruto.
Todas as florestas também funcionam como sistemas de produção de água, alterando o clima de forma a garantir chuvas constantes (a "transpiração" das próprias árvores garante a umidade e a formação de nuvens em suas vizinhanças) e mantendo os cursos dos rios sem assoreamento. Desastres como enchentes e desabamentos de terra também são muito mais freqüentes em locais que perderam sua vegetação original.
Há indícios de que, quanto maior a diversidade de espécies de um ambiente, melhores e mais robustos são os serviços ambientais que ele presta.
"A biodiversidade não é o embrulho bonitinho dos ecossistemas - ela é um enorme motor de produtividade", explicou ao G1 o biólogo Stephen R. Palumbi, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. "Assim como qualquer fazendeiro precisa saber como e por que uma planta cresce depressa, nós precisamos saber como tirar o máximo dos ecossistemas sem destruí-los. Deveríamos ter como regra máxima dar apoio à diversidade natural de um ecossistema -- nem que seja pela razão puramente egoísta de querer que ele produza mais para nós."
A grande vantagem é que ambientes naturais saudáveis produzem serviços de graça - serviços os quais seria extremamente custoso obter por meios humanos. Mas é justamente esse risco que a humanidade está correndo graças a uma iminente onda de extinções a qual, se nada for feito, deve atingir a Terra. A Sexta Extinção, como tem sido chamada (em referência a outros cinco grandes eventos do tipo que varreram o planeta no passado), tem potencial para ser tão severa quanto a que destruiu os dinossauros há 65 milhões de anos, se nada for feito.
Nesse caso, o agravamento do aquecimento global tem tudo para interagir de forma nefasta com a retirada ativa dos ambientes naturais. Assim como o uso desenfreado dos recursos naturais pelo homem, a mudança climática pode interferir em todas as relações complexas entre as espécies que mantêm os ecossistemas funcionando.
Um exemplo disso é o aquecimento das águas marinhas geladas do Ártico e da Antártica. Ao contrário do que se poderia imaginar, a água marinha fria é excelente para a vida, porque ela permite que os nutrientes do fundo do oceano se misturem por igual em todas as profundidades. Com isso, as algas microscópicas proliferam (ou seja, há alta produtividade primária), e todos os outros seres vivos, dos camarões aos elefantes marinhos ou ursos polares, também se multiplicam.
No entanto, quando a água esquenta, as camadas do oceano ficam paradas e não se misturam. O plâncton morre, e sem ele todas as outras formas de vida passam fome e tendem a desaparecer. E é claro que a indústria pesqueira humana também é duramente afetada. (Reinaldo José Lopes/ Globo Online)
O cálculo, feito por pesquisadores como o americano Paul Ehrlich, da Universidade Stanford, e Stuart Pimm, da Universidade Duke (ambas nos Estados Unidos), é o mais abrangente possível. Os estudos se baseiam numa medição da produtividade primária - a massa viva produzida pelas plantas a cada ano. As plantas usam a luz solar e o gás carbônico do ar para produzir seu próprio alimento e, assim, construir seu organismo. (É o processo conhecido como fotossíntese.) Todos os animais dependem direta ou indiretamente das plantas para viver; por isso, a produtividade delas dá uma medida clara do funcionamento de um determinado ambiente.
Os cientistas costumam comparar esse processo ao rendimento de juros em um banco: as plantas que estão fazendo fotossíntese já têm sua própria massa (o equivalente ao dinheiro investido) e passam a aumentá-la. Examinando fatores como a área plantada com alimentos no mundo, as fatias de terra destinadas a pastos e as regiões florestais que são exploradas comercialmente ou para subsistência, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a humanidade se apropria de 45% da produtividade primária da Terra. Ou seja, o homem gasta quase metade do "rendimento em juros" das formas de vida terrestres. Números parecidos são encontrados nos rios e mares do planeta.
O número já é impressionante por si só, mas o grande problema é que as enormes demandas por matérias-primas e energia das sociedades modernas podem muito bem fazer com que a humanidade gaste todos os rendimentos da Terra e ainda por cima entre no cheque especial, por assim dizer. Na verdade, isso só não aconteceu ainda porque a maior parte das pessoas não tem o mesmo padrão de consumo que o do cidadão médio dos Estados Unidos, por exemplo. Se, por um passe de mágica, todos os 6 bilhões de seres humanos pudessem consumir bens no mesmo patamar dos americanos, só a produtividade primária de cinco Terras poderia saciá-los.
É claro que o avanço tecnológico tem permitido sustentar cada vez mais gente de forma cada vez mais eficiente, mas não há o menor sinal de que uma solução tecnológica, sozinha, será capaz de evitar uma catástrofe caso o padrão mundial de consumo continue a crescer no ritmo atual. O correto seria evitar o crescimento dos padrões de consumo.
À primeira vista isso pode parecer absurdo num mundo com tantos milhões de famintos e pobres, mas a voracidade humana, mesmo quando bem-intencionada, pode ser um tiro pela culatra. Quando se usa em excesso a produtividade primária de um ambiente - um pasto com bois além da conta, por exemplo -, a tendência é que surjam fenômenos como a desertificação e o empobrecimento do solo. Mais que isso: os cientistas estão descobrindo que os ecossistemas naturais - como florestas ou savanas, não utilizados para o plantio ou a criação de animais - são prestadores de serviços quase inestimáveis, sem os quais a pobreza extrema ou mesmo desastres são inevitáveis.
Serviços essenciais ameaçados - São os chamados serviços ambientais, um conceito relativamente novo, mas que define de forma clara por que a destruição completa de ecossistemas representa um risco para as sociedades humanas.
A parcela mais óbvia dos serviços ambientais é a do consumo humano direto - na forma de madeira florestal ou de frutos do mar, por exemplo, os quais são esmagadoramente oriundos de ambientes selvagens, e não da aqüicultura. Mas os serviços ambientais vão muito além disso. Praticamente nenhum lavoura humana é capaz de sobreviver sem a ação dos insetos polinizadores, como as abelhas (muitas delas de espécies selvagens), sem os quais as plantas não podem produzir fruto.
Todas as florestas também funcionam como sistemas de produção de água, alterando o clima de forma a garantir chuvas constantes (a "transpiração" das próprias árvores garante a umidade e a formação de nuvens em suas vizinhanças) e mantendo os cursos dos rios sem assoreamento. Desastres como enchentes e desabamentos de terra também são muito mais freqüentes em locais que perderam sua vegetação original.
Há indícios de que, quanto maior a diversidade de espécies de um ambiente, melhores e mais robustos são os serviços ambientais que ele presta.
"A biodiversidade não é o embrulho bonitinho dos ecossistemas - ela é um enorme motor de produtividade", explicou ao G1 o biólogo Stephen R. Palumbi, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. "Assim como qualquer fazendeiro precisa saber como e por que uma planta cresce depressa, nós precisamos saber como tirar o máximo dos ecossistemas sem destruí-los. Deveríamos ter como regra máxima dar apoio à diversidade natural de um ecossistema -- nem que seja pela razão puramente egoísta de querer que ele produza mais para nós."
A grande vantagem é que ambientes naturais saudáveis produzem serviços de graça - serviços os quais seria extremamente custoso obter por meios humanos. Mas é justamente esse risco que a humanidade está correndo graças a uma iminente onda de extinções a qual, se nada for feito, deve atingir a Terra. A Sexta Extinção, como tem sido chamada (em referência a outros cinco grandes eventos do tipo que varreram o planeta no passado), tem potencial para ser tão severa quanto a que destruiu os dinossauros há 65 milhões de anos, se nada for feito.
Nesse caso, o agravamento do aquecimento global tem tudo para interagir de forma nefasta com a retirada ativa dos ambientes naturais. Assim como o uso desenfreado dos recursos naturais pelo homem, a mudança climática pode interferir em todas as relações complexas entre as espécies que mantêm os ecossistemas funcionando.
Um exemplo disso é o aquecimento das águas marinhas geladas do Ártico e da Antártica. Ao contrário do que se poderia imaginar, a água marinha fria é excelente para a vida, porque ela permite que os nutrientes do fundo do oceano se misturem por igual em todas as profundidades. Com isso, as algas microscópicas proliferam (ou seja, há alta produtividade primária), e todos os outros seres vivos, dos camarões aos elefantes marinhos ou ursos polares, também se multiplicam.
No entanto, quando a água esquenta, as camadas do oceano ficam paradas e não se misturam. O plâncton morre, e sem ele todas as outras formas de vida passam fome e tendem a desaparecer. E é claro que a indústria pesqueira humana também é duramente afetada. (Reinaldo José Lopes/ Globo Online)
Thursday, August 26, 2010
Recycling Is a Waste
Could recycling actually be hurting the environment? In a recent policy paper, "Recycling Myths Revisited", Professor Daniel K. Benjamin, a senior fellow at the Property and Environment Research Center (PERC) in Bozeman, Mont., argues that U.S. municipal curbside recycling programs waste resources and probably do little, if anything, to benefit the environment.
"It is a waste to recycle when the costs of doing so exceed the benefits," Benjamin told Big Think. "In most cities across the nation, recycling of household trash is, in fact, wasteful, even when we take into account the meager environmental benefits of such recycling."
Environmentalists often point to the success of recycled aluminum to advocate for state and local subsidies for municipal recycling, says Benjamin—but that's because the reality is that aluminum cans, priced between one and five cents, are on average the most valuable recyclable in your trash. (Producing aluminum cans from recycled aluminum saves about 90-95% the energy used to make aluminum cans from scratch—a difference that's reflected in their relatively high resale value.)
The rest, according to Benjamin, is mostly garbage. Using data from cost studies by Franklin Associates, a life cycle assessment and solid waste management consulting firm that lists the EPA as one of its clients, Benjamin compared the costs of the three most common forms of municipal solid waste programs across the country: disposal into landfills, including a voluntary drop-off/buy-back recycling program; a baseline curbside recycling program, and an extensive curbside recycling program factoring in the most up-to-date recycling technologies. After discounting state and local subsidies for recycling programs, he found that in 2009, even after accounting for resold recycled material, state-of-the-art curbside recycling programs cost on average $199 per ton of municipal solid waste, while landfill disposal averaged only $119.
According to Benjamin, commercial recycling is worth our while, but curbside recycling expends an "undue amount capital and labor per pound of material" to reuse items of extremely low value. "The only things that intentionally end up in municipal solid waste," writes Benjamin, "are both low in value and costly to reuse or recycle. Yet these are the items that municipal recycling programs are targeting."
When asked how the costs of curbside recycling compare to the costs of landfill disposal, in terms of both money and the environment, EPA recycling spokesperson Tisha Petteway, says it depends on location and the supply and demand for recyclable materials. "Because recycling markets are very volatile and react to supply and demand very quickly, often recycling businesses will make money only certain times and try to survive the down times." Petteway told Big Think that the "EPA does not control the fluctuation of prices of recycled materials, and during hard economic times, many recycling programs will be adversely affected, which may lead to recyclable materials being landfilled."
"It is a waste to recycle when the costs of doing so exceed the benefits," Benjamin told Big Think. "In most cities across the nation, recycling of household trash is, in fact, wasteful, even when we take into account the meager environmental benefits of such recycling."
Environmentalists often point to the success of recycled aluminum to advocate for state and local subsidies for municipal recycling, says Benjamin—but that's because the reality is that aluminum cans, priced between one and five cents, are on average the most valuable recyclable in your trash. (Producing aluminum cans from recycled aluminum saves about 90-95% the energy used to make aluminum cans from scratch—a difference that's reflected in their relatively high resale value.)
The rest, according to Benjamin, is mostly garbage. Using data from cost studies by Franklin Associates, a life cycle assessment and solid waste management consulting firm that lists the EPA as one of its clients, Benjamin compared the costs of the three most common forms of municipal solid waste programs across the country: disposal into landfills, including a voluntary drop-off/buy-back recycling program; a baseline curbside recycling program, and an extensive curbside recycling program factoring in the most up-to-date recycling technologies. After discounting state and local subsidies for recycling programs, he found that in 2009, even after accounting for resold recycled material, state-of-the-art curbside recycling programs cost on average $199 per ton of municipal solid waste, while landfill disposal averaged only $119.
According to Benjamin, commercial recycling is worth our while, but curbside recycling expends an "undue amount capital and labor per pound of material" to reuse items of extremely low value. "The only things that intentionally end up in municipal solid waste," writes Benjamin, "are both low in value and costly to reuse or recycle. Yet these are the items that municipal recycling programs are targeting."
When asked how the costs of curbside recycling compare to the costs of landfill disposal, in terms of both money and the environment, EPA recycling spokesperson Tisha Petteway, says it depends on location and the supply and demand for recyclable materials. "Because recycling markets are very volatile and react to supply and demand very quickly, often recycling businesses will make money only certain times and try to survive the down times." Petteway told Big Think that the "EPA does not control the fluctuation of prices of recycled materials, and during hard economic times, many recycling programs will be adversely affected, which may lead to recyclable materials being landfilled."
França lança pacote de €1,35 bi para energias limpas
Governo francês divulga programa de subsídios e empréstimos para o desenvolvimento de tecnologias verdes, como a captura e armazenagem de carbono e biocombustíveis, com a promessa de que €190 milhões serão liberados ainda em 2010
A França sempre teve tradição em investir em energias limpas, mas a novidade agora é o país deixar de ser tão focado em nuclear e eólica e destinar quantias substanciais de recursos públicos para outras tecnologias.
O programa “Demonstrateurs energies renouvelables et chimie verte”, algo como “Demostrativos de Energias Renováveis e Química Verde”, irá distribuir €1.35 bilhões no decorrer dos próximos quatro anos na forma de subsídios (€450 milhões) e de empréstimos com baixos juros (€900 milhões).
Segundo autoridades francesas os fundos serão destinados para tecnologias que possuam altos custos de desenvolvimento, como energia solar, marinha e geotermal, assim como projetos de captura e armazenamento de carbono (CCS) e bicombustíveis avançados.
Cerca de €190 milhões devem ser investidos já em 2010 e outros €290 milhões anualmente até 2014.
Além dos recursos públicos, o governo francês está buscando parceiros na iniciativa privada para gerar mais €2 bilhões para as energias limpas. De acordo com a Bloomberg, a França deve ainda liberar €1 bilhão para transportes verdes e €250 milhões para redes elétricas inteligentes (smart grids).
O anúncio desse programa demonstra uma mudança na estratégia da França com relação às energias limpas. No decorrer das últimas décadas eram as fontes nucleares que recebiam grande destaque governamental, seguidas de longe pelas eólicas.
A Agência de Energia e Meio Ambiente francesa afirmou que o próximo passo agora é buscar empresas e projetos que mereçam os investimentos.
Japão
Não são apenas os franceses que estão de olho em tecnologias verdes, o governo japonês também está trabalhando em um plano de estímulo para o setor que deve ser anunciado em setembro.
O objetivo seria desenvolver produtos como baterias de lítio para automóveis, lâmpadas LED e outras mercadorias nas quais o Japão já é referência. Seriam assim concedidos subsídios para empresas que permitissem ao país consolidar sua liderança mundial.
Além disso, existe a previsão de ajuda para pequenos e médios negócios e para a formação de novos profissionais especializados em tecnologias verdes.
Diante desses anúncios uma coisa parece certa, o país que deixar de lado os investimentos em novas energias e em educação vai ficar para trás na corrida pelo mercado global das próximas décadas.
A França sempre teve tradição em investir em energias limpas, mas a novidade agora é o país deixar de ser tão focado em nuclear e eólica e destinar quantias substanciais de recursos públicos para outras tecnologias.
O programa “Demonstrateurs energies renouvelables et chimie verte”, algo como “Demostrativos de Energias Renováveis e Química Verde”, irá distribuir €1.35 bilhões no decorrer dos próximos quatro anos na forma de subsídios (€450 milhões) e de empréstimos com baixos juros (€900 milhões).
Segundo autoridades francesas os fundos serão destinados para tecnologias que possuam altos custos de desenvolvimento, como energia solar, marinha e geotermal, assim como projetos de captura e armazenamento de carbono (CCS) e bicombustíveis avançados.
Cerca de €190 milhões devem ser investidos já em 2010 e outros €290 milhões anualmente até 2014.
Além dos recursos públicos, o governo francês está buscando parceiros na iniciativa privada para gerar mais €2 bilhões para as energias limpas. De acordo com a Bloomberg, a França deve ainda liberar €1 bilhão para transportes verdes e €250 milhões para redes elétricas inteligentes (smart grids).
O anúncio desse programa demonstra uma mudança na estratégia da França com relação às energias limpas. No decorrer das últimas décadas eram as fontes nucleares que recebiam grande destaque governamental, seguidas de longe pelas eólicas.
A Agência de Energia e Meio Ambiente francesa afirmou que o próximo passo agora é buscar empresas e projetos que mereçam os investimentos.
Japão
Não são apenas os franceses que estão de olho em tecnologias verdes, o governo japonês também está trabalhando em um plano de estímulo para o setor que deve ser anunciado em setembro.
O objetivo seria desenvolver produtos como baterias de lítio para automóveis, lâmpadas LED e outras mercadorias nas quais o Japão já é referência. Seriam assim concedidos subsídios para empresas que permitissem ao país consolidar sua liderança mundial.
Além disso, existe a previsão de ajuda para pequenos e médios negócios e para a formação de novos profissionais especializados em tecnologias verdes.
Diante desses anúncios uma coisa parece certa, o país que deixar de lado os investimentos em novas energias e em educação vai ficar para trás na corrida pelo mercado global das próximas décadas.
Monday, August 23, 2010
IBGE: 17,8% das cidades fazem coleta seletiva do lixo
ALESSANDRA SARAIVA - Agência Estado
Do total de 5.564 municípios brasileiros, apenas 994 faziam coleta seletiva de seu lixo em 2008, ou apenas 17,86% do total. A informação é da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), referente ao ano de 2008, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O gerente da pesquisa, Antonio Tadeu de Oliveira, admitiu que o porcentual é pequeno, se comparado com o que é realizado neste sentido em outros países. "Mas podemos notar que, na pesquisa anterior, realizada em 2000, detectamos que apenas 451 municípios realizavam coleta seletiva", disse, acrescentando que, em oito anos, o Brasil apresentou uma melhora expressiva.
A localidade que apresentou o maior número de municípios que realizavam coleta seletiva em 2008 foi a região Sul, com 454 cidades, seguida de perto pela região Sudeste (408 municípios); Nordeste (80 municípios) e Centro-Oeste (31 municípios). Em último lugar ficou a região Norte, com 21 municípios que realizavam coleta seletiva.
Pavimentação
O porcentual de municípios brasileiros que informaram possuir ruas pavimentadas saltou de 78,3% para 94,4% em oito anos, um crescimento de 20,6%, segundo dados do IBGE. De acordo com o gerente da pesquisa, o maior avanço em pavimentação de ruas em oito anos foi registrado na Região Norte, que apurou um crescimento de 82,4% no porcentual de municípios com ruas pavimentadas na área urbana. Ele explicou que aquela região tinha um número maior de ruas não pavimentadas, em relação a outras regiões - portanto, um potencial maior de crescimento no porcentual de pavimentação de ruas.
O avanço da região Norte foi seguido pelo aumento na região Nordeste, que apurou crescimento de 31,1% na variação porcentual do total de municípios com ruas pavimentadas, de 2000 para 2008. Em terceiro lugar está a região Centro-Oeste que teve 28,5% de aumento no porcentual de municípios com ruas pavimentadas, também em oito anos, seguido por elevações nas regiões Sudeste (12,4%) e Sul (5,4%). "As regiões Sul e Sudeste já tinham um bom cenário, em termos de ruas pavimentadas, por isso o patamar de crescimento é menos intenso (do que a região Norte)", explicou.
Do total de 5.564 municípios brasileiros, apenas 994 faziam coleta seletiva de seu lixo em 2008, ou apenas 17,86% do total. A informação é da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), referente ao ano de 2008, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O gerente da pesquisa, Antonio Tadeu de Oliveira, admitiu que o porcentual é pequeno, se comparado com o que é realizado neste sentido em outros países. "Mas podemos notar que, na pesquisa anterior, realizada em 2000, detectamos que apenas 451 municípios realizavam coleta seletiva", disse, acrescentando que, em oito anos, o Brasil apresentou uma melhora expressiva.
A localidade que apresentou o maior número de municípios que realizavam coleta seletiva em 2008 foi a região Sul, com 454 cidades, seguida de perto pela região Sudeste (408 municípios); Nordeste (80 municípios) e Centro-Oeste (31 municípios). Em último lugar ficou a região Norte, com 21 municípios que realizavam coleta seletiva.
Pavimentação
O porcentual de municípios brasileiros que informaram possuir ruas pavimentadas saltou de 78,3% para 94,4% em oito anos, um crescimento de 20,6%, segundo dados do IBGE. De acordo com o gerente da pesquisa, o maior avanço em pavimentação de ruas em oito anos foi registrado na Região Norte, que apurou um crescimento de 82,4% no porcentual de municípios com ruas pavimentadas na área urbana. Ele explicou que aquela região tinha um número maior de ruas não pavimentadas, em relação a outras regiões - portanto, um potencial maior de crescimento no porcentual de pavimentação de ruas.
O avanço da região Norte foi seguido pelo aumento na região Nordeste, que apurou crescimento de 31,1% na variação porcentual do total de municípios com ruas pavimentadas, de 2000 para 2008. Em terceiro lugar está a região Centro-Oeste que teve 28,5% de aumento no porcentual de municípios com ruas pavimentadas, também em oito anos, seguido por elevações nas regiões Sudeste (12,4%) e Sul (5,4%). "As regiões Sul e Sudeste já tinham um bom cenário, em termos de ruas pavimentadas, por isso o patamar de crescimento é menos intenso (do que a região Norte)", explicou.
Estre Ambiental e Haztec acertam fusão
A Estre Ambiental e a Haztec Soluções Integradas anunciam hoje um acordo de fusão que criará a maior companhia de engenharia ambiental do país, em valor de faturamento. Juntas, elas terão uma receita bruta neste ano de R$ 1,1 bilhão, cerca de 40% mais do que estima faturar a principal concorrente no setor, a empresa Foz do Brasil, do grupo Odebrecht. Wilson Filho, que tem 84% do capital da Estre Ambiental, ficará no comando da nova companhia, cujo nome ainda será escolhido. Seus novos sócios são os fundos FIP InfraBrasil, administrado pelo Santander, BBI Multimercado Plus, do Bradesco, e a Synthesis, do empresário Paulo Tupynambá, criador da Haztec. As duas empresas contam com um portfólio de 17 aterros sanitários, que recebem cerca de 40 mil toneladas de lixo por dia. A lista de clientes ultrapassa os três mil, sendo 75% deles empresas do setor privado e estatal, com nomes de peso como Petrobras, Vale, Basf, Vicunha, HP, AmBev, Cosipa, entre outros. Dos 25% de clientes do setor público, o destaque fica para a cidade do rio, que destina seu lixo aos aterros da Haztec. Além disso, 20% do faturamento é oriundo dos serviços de tratamento de água para os processos industriais das empresas. Na parte de energia, a empresa tem a Biogás, recém-comprada pela Haztec e que vai gerar 70 MW a partir dos gases produzidos nos aterros. Também tem contratos de serviços de biorremediação de solos contaminados e manipulação de lixos perigosos. Só com a Petrobras, a Estre tem um contrato de 700 milhões pelos próximos três anos para remediar solos que a empresa possui no Sudeste do País. Os detalhes das participações dos sócios na fusão ainda estão sendo acertados, mas já está definido que a Estre ficará com 58% da nova empresa e a Haztec com 42%. Além de Quintella Filho, a Estre tem como sócios Gisele Moraes e o fundo de investimentos em participações (FIP) AG Andra. Hoje, o AG tem ações de uma das empresas controladas da Estre, mas passará a ser sócio na holding. Do lado da Haztec, o empresário e físico Paulo Tupynambá, por meio da Synthesis, ficará com uma participação acionária reduzida na nova companhia e deve seguir como uma espécie de conselheiro nos negócios. A união vai permitir uma complementariedade dos negócios da Estre, principalmente na atividade de tratamento de água, onde a companhia não atuava. Cerca de metade do faturamento da Haztec vem da prestação de serviços para empresas em seus processos industriais e a própria empresa é que fornece os equipamentos para a montagem de estação de tratamento dentro das companhias. As duas se completam também geograficamente. Ambas atuam no País todo, mas a Estre tem maior penetração no Estado de São Paulo, e a Haztec, no Rio de Janeiro. Apesar de a união ainda estar sendo concretizada, os planos de expansão já traçados continuam em andamento, principalmente em função da nova lei do lixo que obriga as empresas ao recolhimentos de produtos descartáveis, chamada de logística reversa. A Estre também está investindo em um projeto de valorização de resíduos para a geração de energia ou de combustível para a indústria. A empresa comprou uma máquina separadora, de última geração, por R$ 35 milhões que a partir de outubro entre em operação. Essa máquina é capa de separar não só metal de produtos plásticos, como também isolar esse material do lixo orgânico, só pelo peso. Conhecida como "dinossauro", pela sua aparência, a máquina é capaz de triturar qualquer tipo de material em pequenos quadrados de três centímetros. A idéia da Estre é vender parte do material para a indústria cimenteira, que pode usá-lo como substituto do coque. Mas a função da máquina vai além. O lixo reciclável que não é adequadamente separado e chega contaminado por produtos orgânicos normalmente seria todo destinado ao aterro sanitário. Com a máquina separadora, a estimativa é de que apenas 45% do lixo que entra na máquina seja destinado ao aterro. Desta forma, será possível dar sobrevida aos próprios aterros. Em Paulínia, por exemplo, onde está hoje o principal aterro da Estre (na foto), a vida útil será ampliada de 10 anos para 15 anos.
Thursday, July 15, 2010
Qual é o custo do lixo para as cidades?
É só chover forte para todo mundo se dar conta: lixo fora do lugar dá trabalho. Entope ralo e custa dinheiro. No Brasil, cuidar do lixo é um desafio gigantesco. Existem boas iniciativas, mas elas ainda são poucas – e insuficientes.
Lixo clandestino, lixinho inocente, lixo distante, lixo nosso de cada dia. A diferença é que o que está longe dos olhos a consciência não vê.
“O gestor de uma comunidade quer tirar o lixo da frente da sua casa e jogar em algum lugar. Com isso, 90% da população não veem o lixo e os outros 10% convivem com o lixo”, constata o economista do IPEA Ronaldo Seroa da Motta.
E quanto custa? Você sabe quanto custa o lixo produzido por nós todos os dias? Ninguém liga, ninguém sabe. Como dar um preço para coleta, transporte, custo ambiental, de saúde pública? São as voltas que o lixo dá.
“Não são questões ambientais. São impactos ambientais que são gerados e não são colocados na conta”, ressalta a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Elen Pacheco.
São Paulo consome R$ 965 milhões por ano com lixo. O Rio de Janeiro consome R$ 850 milhões. O que cada contribuinte paga é uma taxa que não cobre os gastos. Quem suja mais não paga mais.
“É um valor que independe do volume de lixo que você gera. Então, que incentivo você tem para fazer a redução desse lixo?”, conclui Ronaldo Seroa da Motta.
A consequência é vista nas ruas. No Rio de Janeiro, a quantidade de lixo retirado das calçadas corresponde a 37% do total recolhido. Em Genebra, na Suíça, esse número não passa dos 15%. É menos da metade do índice carioca. O mau hábito sai caro. Retirar lixo da rua custa o triplo da coleta de porta em porta. Não retirar custa vidas nas enchentes de todo verão.
Aí, você pensa: educação começa em casa. Todo cidadão bem informado hoje sabe que é importante separar o lixo seco dos restos de comida, o chamado lixo orgânico.
Você sabe fazer coleta seletiva de lixo? Aprenda a reconhecer as cores das lixeiras.
A realidade esbarra em dois problemas: nem tudo que é reciclável o mercado quer e a coleta seletiva é cinco vezes mais cara que a comum. Do que adianta separar o lixo seco em casa, se flagramos sacos sendo misturados à água suja dentro do caminhão de coleta seletiva?
“Caiu ali dentro, mistura tudo”, diz um gari.
“Depois que vai para o aterro sanitário, acabou, não é mais reciclável”, acrescenta outro gari.
Um exército de milhares de excluídos, com média de idade acima dos 30 e baixa escolaridade, disputa o lixo nas ruas, aterros, portas de condomínio. Mas o especialista Luciano Basto, pesquisador da Coppe-UFRJ, enxerga no problema a solução. “O papel dos catadores é muito pouco percebido. O Brasil tem potencial de gerar 1 milhão de postos de trabalho através da reciclagem”, diz. Para Luciano, o segredo está na parceria.“Um acordo entre as empresas públicas oficiais que fazem o serviço de coleta e os catadores, para que não fiquem competindo pelo mesmo lixo”.
A reciclagem de latinhas é um exemplo que deu certo: tem gente para comprar e gente para vender.
“Nós não vemos latinhas, porque o porteiro ou a empregada já retirou. Há casos de condomínios que estão dando prêmios para as empregadas que apresentarem maior coleta”, conta a presidente da Comlurb, Ângela Fonti.
A lei da oferta e da procura tirou as latinhas do lixo, organizou os catadores. E catador organizado em cooperativa leva luva, bota, tíquete-refeição e cidadania.
“Posso entrar no supermercado para comprar carne, coisas boas para os meninos, encher a geladeira. É importante para mim. É a minha vida, minha profissão. Falo disso com orgulho”, comemora uma catadora.
O que não é separado em casa nem aproveitado pelos catadores vai parar em aterros sanitários. O aterro sanitário de Caieiras, São Paulo, é considerado modelo para uma cidade do tamanho da capital paulista. O lixo que chega das casas é enterrado em valas enormes, em cima de mantas que impedem a contaminação da terra. O chorume, líquido mal-cheiroso que sai do lixo, é tratado e não polui o meio ambiente. O custo é alto: R$ 300 mil por dia. Mas o lixo de quase 10 milhões de habitantes tem um destino considerado mais seguro.
A alguns quilômetros dali, um tapete verde esconde uma das maiores montanhas de lixo do mundo. Hoje, uma usina tira do aterro desativado energia para iluminar a casa de 400 mil pessoas.
“Capturamos o gás que anteriormente era emanado, principalmente para a população do entorno, e geramos recursos e energia. Também há um benefício global, que é a destruição do gás metano, que tem fator importante no efeito estufa”, explica o diretor técnico da Biogás, Antônio Carlos Delbin.
O Brasil tem bons exemplos quando o assunto é lixo, só não consegue transformar iniciativas isoladas em um grande programa que funcione para todos. O projeto que cria a Lei Nacional de Resíduos Sólidos espera há duas décadas por aprovação no Congresso.
“Ela está no ponto para ser votada e vai ser fundamental. Essa lei define responsabilidades, inclusive sobre lixo eletroeletrônico, lixo hospitalar, política de valorização dos catadores”, adianta o ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
Se há modelos de sucesso, por que, então, a maioria das cidades brasileiras ainda despeja lixo a céu aberto? A resposta pode estar no preço que cada um está disposto a pagar.
“Temos propostas de usinas mirabolantes, mas não adianta. Se o custo não for bancado de alguma forma, alguém vai ter que pagar essa conta”, constata Ângela Fonti.
“São ações do cotidiano, da exigência das pessoas com elas mesmas, que podem fazer as coisas mudarem. Eu acredito que uma andorinha só não faz verão, mas ela anuncia a primavera e levanta as outras”
Até as Olimpíadas de 2016, o Rio de Janeiro tem um compromisso: acabar com todos os aterros clandestinos espalhados pela cidade, lugares onde o lixo proibido se multiplica. Esse é o tema da reportagem da série “Lixo” desta quarta-feira (7).
Lixo clandestino, lixinho inocente, lixo distante, lixo nosso de cada dia. A diferença é que o que está longe dos olhos a consciência não vê.
“O gestor de uma comunidade quer tirar o lixo da frente da sua casa e jogar em algum lugar. Com isso, 90% da população não veem o lixo e os outros 10% convivem com o lixo”, constata o economista do IPEA Ronaldo Seroa da Motta.
E quanto custa? Você sabe quanto custa o lixo produzido por nós todos os dias? Ninguém liga, ninguém sabe. Como dar um preço para coleta, transporte, custo ambiental, de saúde pública? São as voltas que o lixo dá.
“Não são questões ambientais. São impactos ambientais que são gerados e não são colocados na conta”, ressalta a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Elen Pacheco.
São Paulo consome R$ 965 milhões por ano com lixo. O Rio de Janeiro consome R$ 850 milhões. O que cada contribuinte paga é uma taxa que não cobre os gastos. Quem suja mais não paga mais.
“É um valor que independe do volume de lixo que você gera. Então, que incentivo você tem para fazer a redução desse lixo?”, conclui Ronaldo Seroa da Motta.
A consequência é vista nas ruas. No Rio de Janeiro, a quantidade de lixo retirado das calçadas corresponde a 37% do total recolhido. Em Genebra, na Suíça, esse número não passa dos 15%. É menos da metade do índice carioca. O mau hábito sai caro. Retirar lixo da rua custa o triplo da coleta de porta em porta. Não retirar custa vidas nas enchentes de todo verão.
Aí, você pensa: educação começa em casa. Todo cidadão bem informado hoje sabe que é importante separar o lixo seco dos restos de comida, o chamado lixo orgânico.
Você sabe fazer coleta seletiva de lixo? Aprenda a reconhecer as cores das lixeiras.
A realidade esbarra em dois problemas: nem tudo que é reciclável o mercado quer e a coleta seletiva é cinco vezes mais cara que a comum. Do que adianta separar o lixo seco em casa, se flagramos sacos sendo misturados à água suja dentro do caminhão de coleta seletiva?
“Caiu ali dentro, mistura tudo”, diz um gari.
“Depois que vai para o aterro sanitário, acabou, não é mais reciclável”, acrescenta outro gari.
Um exército de milhares de excluídos, com média de idade acima dos 30 e baixa escolaridade, disputa o lixo nas ruas, aterros, portas de condomínio. Mas o especialista Luciano Basto, pesquisador da Coppe-UFRJ, enxerga no problema a solução. “O papel dos catadores é muito pouco percebido. O Brasil tem potencial de gerar 1 milhão de postos de trabalho através da reciclagem”, diz. Para Luciano, o segredo está na parceria.“Um acordo entre as empresas públicas oficiais que fazem o serviço de coleta e os catadores, para que não fiquem competindo pelo mesmo lixo”.
A reciclagem de latinhas é um exemplo que deu certo: tem gente para comprar e gente para vender.
“Nós não vemos latinhas, porque o porteiro ou a empregada já retirou. Há casos de condomínios que estão dando prêmios para as empregadas que apresentarem maior coleta”, conta a presidente da Comlurb, Ângela Fonti.
A lei da oferta e da procura tirou as latinhas do lixo, organizou os catadores. E catador organizado em cooperativa leva luva, bota, tíquete-refeição e cidadania.
“Posso entrar no supermercado para comprar carne, coisas boas para os meninos, encher a geladeira. É importante para mim. É a minha vida, minha profissão. Falo disso com orgulho”, comemora uma catadora.
O que não é separado em casa nem aproveitado pelos catadores vai parar em aterros sanitários. O aterro sanitário de Caieiras, São Paulo, é considerado modelo para uma cidade do tamanho da capital paulista. O lixo que chega das casas é enterrado em valas enormes, em cima de mantas que impedem a contaminação da terra. O chorume, líquido mal-cheiroso que sai do lixo, é tratado e não polui o meio ambiente. O custo é alto: R$ 300 mil por dia. Mas o lixo de quase 10 milhões de habitantes tem um destino considerado mais seguro.
A alguns quilômetros dali, um tapete verde esconde uma das maiores montanhas de lixo do mundo. Hoje, uma usina tira do aterro desativado energia para iluminar a casa de 400 mil pessoas.
“Capturamos o gás que anteriormente era emanado, principalmente para a população do entorno, e geramos recursos e energia. Também há um benefício global, que é a destruição do gás metano, que tem fator importante no efeito estufa”, explica o diretor técnico da Biogás, Antônio Carlos Delbin.
O Brasil tem bons exemplos quando o assunto é lixo, só não consegue transformar iniciativas isoladas em um grande programa que funcione para todos. O projeto que cria a Lei Nacional de Resíduos Sólidos espera há duas décadas por aprovação no Congresso.
“Ela está no ponto para ser votada e vai ser fundamental. Essa lei define responsabilidades, inclusive sobre lixo eletroeletrônico, lixo hospitalar, política de valorização dos catadores”, adianta o ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
Se há modelos de sucesso, por que, então, a maioria das cidades brasileiras ainda despeja lixo a céu aberto? A resposta pode estar no preço que cada um está disposto a pagar.
“Temos propostas de usinas mirabolantes, mas não adianta. Se o custo não for bancado de alguma forma, alguém vai ter que pagar essa conta”, constata Ângela Fonti.
“São ações do cotidiano, da exigência das pessoas com elas mesmas, que podem fazer as coisas mudarem. Eu acredito que uma andorinha só não faz verão, mas ela anuncia a primavera e levanta as outras”
Até as Olimpíadas de 2016, o Rio de Janeiro tem um compromisso: acabar com todos os aterros clandestinos espalhados pela cidade, lugares onde o lixo proibido se multiplica. Esse é o tema da reportagem da série “Lixo” desta quarta-feira (7).
Estação de Aproveitamento -BH
Estado de Minas
- BH transforma lixo em energia e lucro: já entrou em funcionamento e será inaugurada oficialmente no mês que vem a Estação de Aproveitamento de Biogás, que faz a queima controlada do gás metano produzido pelo lixo no desativado aterro sanitário da BR-040, no bairro Jardim Filadélfia
- BH transforma lixo em energia e lucro: já entrou em funcionamento e será inaugurada oficialmente no mês que vem a Estação de Aproveitamento de Biogás, que faz a queima controlada do gás metano produzido pelo lixo no desativado aterro sanitário da BR-040, no bairro Jardim Filadélfia
Monday, May 10, 2010
Cidade de SP só recicla 1% de seu lixo
Depois de 20 anos, o sistema de coleta seletiva de lixo da Prefeitura consegue reciclar, em média, apenas 280 gramas por mês por habitante, o que significa que o paulistano só manda para a reciclagem peso correspondente a uma garrafa PET a cada seis dias. O total representa 1% de todo o lixo produzido na cidade.
A população de Porto Alegre, cujo programa de reciclagem é considerado modelo, consegue separar para reciclagem 1,3 quilo por habitante - quase cinco vezes o índice de São Paulo. Em Estocolmo, na Suécia, referência mundial no processo de coleta seletiva, 25% do lixo é reciclado. Cada habitante da capital sueca recicla em média 12,4 quilos por mês - 44 vezes mais do que o paulistano.
"Faltam incentivo e investimento na organização das cooperativas e na capacitação de catadores para que o programa seja ampliado. Nessas duas décadas, a coleta seletiva ainda é algo a que só a classe média paulistana tem acesso na cidade", diz o advogado Fabio Pierdomenico, professor de Direito Ambiental e diretor da Limpurb entre 2002 e 2004.
Nos últimos três anos, os investimentos em coleta seletiva se mantiveram proporcionalmente estagnados. Em seu primeiro ano como prefeito, em 2006, Gilberto Kassab (DEM) aplicou 1,21% da verba empenhada para a coleta do lixo em reciclagem; em 2009 esse índice foi de 1,14%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .
Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1591161-5598,00-CIDADE+DE+SP+SO+RECICLA+DE+SEU+LIXO.html
A população de Porto Alegre, cujo programa de reciclagem é considerado modelo, consegue separar para reciclagem 1,3 quilo por habitante - quase cinco vezes o índice de São Paulo. Em Estocolmo, na Suécia, referência mundial no processo de coleta seletiva, 25% do lixo é reciclado. Cada habitante da capital sueca recicla em média 12,4 quilos por mês - 44 vezes mais do que o paulistano.
"Faltam incentivo e investimento na organização das cooperativas e na capacitação de catadores para que o programa seja ampliado. Nessas duas décadas, a coleta seletiva ainda é algo a que só a classe média paulistana tem acesso na cidade", diz o advogado Fabio Pierdomenico, professor de Direito Ambiental e diretor da Limpurb entre 2002 e 2004.
Nos últimos três anos, os investimentos em coleta seletiva se mantiveram proporcionalmente estagnados. Em seu primeiro ano como prefeito, em 2006, Gilberto Kassab (DEM) aplicou 1,21% da verba empenhada para a coleta do lixo em reciclagem; em 2009 esse índice foi de 1,14%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .
Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1591161-5598,00-CIDADE+DE+SP+SO+RECICLA+DE+SEU+LIXO.html
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